PF aponta uso de dinheiro vivo por prefeito de Sorocaba para compra de imóvel de luxo - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

PF aponta uso de dinheiro vivo por prefeito de Sorocaba para compra de imóvel de luxo

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Por Redação

O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), é investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo relatório da PF, divulgado pela Globo Manga teria pago R$ 183 mil em espécie, sem comprovação de origem, como entrada em um imóvel de alto padrão localizado em condomínio fechado na zona leste da cidade. O restante do valor, de R$ 1,5 milhão, foi quitado via financiamento.

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A primeira-dama, Sirlange Maganhato, também é alvo da Operação Copia e Cola, que apura desvios de recursos públicos da saúde municipal. A empresa dela recebeu R$ 750 mil da igreja da irmã, a pastora Simone Frate Souza, em transações registradas por boletos para dificultar o rastreamento dos valores.

A PF também apura o envolvimento do empresário Marco Mott, amigo pessoal do prefeito. Mott teria movimentado mais de R$ 6 milhões em espécie e adquirido imóveis por valores subavaliados em escrituras. Imagens de segurança mostram o empresário realizando depósitos em dinheiro após reuniões dentro da prefeitura. Segundo o relatório, parte dos valores repassados à empresa da primeira-dama também partiu de Mott.

A investigação aponta uso de contratos fraudulentos na saúde e associação criminosa. O Coaf alertou para depósitos fracionados com notas úmidas e malcheirosas, indicando possível ocultação de origem dos valores. A PF relaciona Mott ao papel de operador financeiro do esquema.

Em nota, a defesa do prefeito e da primeira-dama alegou “perseguição política” e disse que todas as transações têm origem lícita, com documentação e declaração no Imposto de Renda. A prefeitura reiterou que as operações são legais e aguarda arquivamento do caso. O empresário Mott não foi localizado.

A operação da PF cumpriu 28 mandados de busca e apreensão em 13 cidades. Os investigados podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e fraudes em licitação. Até agora, foram bloqueados R$ 20 milhões e apreendidos R$ 600 mil em espécie.

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