PF: Empresa ligada ao PCC tentou fraudar R$ 350 Milhões do BNDES - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Brasil

PF: Empresa ligada ao PCC tentou fraudar R$ 350 Milhões do BNDES

Rio de Janeiro - Edifício sede do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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Por Redação

Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam a tentativa de um lobista de fraudar um empréstimo de R$ 300 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), usando documentos falsos em nome da fintech I9Pay, alvo da Operação Concierge.

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O material apreendido mostra conversas entre o empresário Patrick Burnett, dono da I9Pay, e o lobista Christian Simões. Ele afirmava ter acesso a funcionários do BNDES e prometia intermediar o empréstimo. A suspeita é de que foram usados documentos que inflavam artificialmente o capital da empresa e ocultavam prejuízos em balanços.

Agora vou abrir o coração pra você: conversei com a Tainá e você tem lá trezentos milhão mesmo viu meninão! Vou buscar esse dinheiro pra você, tá?”, disse Simões em uma das mensagens.

Em outra, Burnett responde: “Fala mestre, como é que você está? (…) vou dar a entrada com cento e sessenta, tá, e aí vai bingar!”.

Segundo informações do Metrópoles, a PF apura se servidores do banco federal facilitavam o esquema. Tainá e outros nomes citados são apontados como supostos contatos internos no BNDES. O banco negou envolvimento e afirmou que seus mecanismos de compliance impediram a liberação do crédito.

Simões também aparece em escutas dizendo: “Eu não quero queimar essa boquinha minha do BNDES não, entendeu?”. Em outra, prometia: “Olha, até outubro seu dinheiro está na mão tá. O seu está garantido no seu e mais três”.

A tentativa de fraude foi descoberta durante investigação sobre redes de lavagem de dinheiro operadas por falsas fintechs. A I9Pay oferecia serviços financeiros ilegais e chegou a ter entre seus clientes empresas ligadas ao PCC, segundo a PF.

A operação que revelou as mensagens faz parte de um desdobramento da investigação que apura a lavagem de R$ 7,5 bilhões por fintechs usadas para movimentar recursos ilícitos longe do alcance do Banco Central.

O BNDES afirmou, à época, que colabora com as autoridades e reforçou que barrou a tentativa de liberação do empréstimo.

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