PEC do confisco: Congresso quer atacar o bolso das facções
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

PEC do confisco: Congresso quer atacar o bolso das facções

Deputados da base e da oposição concordaram em incluir, na PEC da Segurança Pública, um artigo que permite o confisco de bens ligados a organizações criminosas.
Deputados da base e da oposição concordaram em incluir, na PEC da Segurança Pública, um artigo que permite o confisco de bens ligados a organizações criminosas. Foto: Cristiano Mariz

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Por Redação

Deputados articulam mudanças constitucionais para permitir apreensão antecipada de bens e enfraquecer financeiramente o crime organizado

Em meio à pressão da opinião pública após a megaoperação no Rio que atacou uma das maiores facções do país, o Comando Vermelho, governo e oposição tentam buscar um consenso no combate financeiro contra as facções criminosas.

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Deputados da base e da oposição concordaram em incluir, na PEC da Segurança Pública, um artigo que permite o confisco de bens ligados a organizações criminosas.

A proposta está em discussão na comissão especial da Câmara e tem como relator Mendonça Filho (União-PE).

Hoje, a Constituição só permite o confisco de bens em crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao trabalho análogo à escravidão.

Com o novo texto, a punição passaria a valer também para operações contra facções e milícias, atingindo diretamente o patrimônio acumulado por meio do crime.

Mendonça Filho propôs ainda uma alteração no artigo 5º da Constituição, flexibilizando o princípio da presunção de inocência para autorizar o confisco antecipado de bens quando houver “indícios veementes” de origem criminosa, o que evitaria a blindagem patrimonial usada por líderes de facções.

Durante a reunião de segunda (3), o deputado Alencar Santana (PT-SP) sugeriu incluir no texto a apreensão de produtos diretos dos crimes, como imóveis, veículos e ações, proposta que teve apoio do relator e do presidente da comissão, Aluisio Mendes (Republicanos-MA).

Em paralelo, movimentações vão se desdobrando sobre o Projeto Antifacção, enviado pelo governo Lula ao Congresso na semana passada, que prevê mudanças no Código de Processo Penal para permitir a apreensão judicial antes do trânsito em julgado, em casos de tráfico, lavagem de dinheiro e atuação de milícias e facções.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, esteve na comissão nesta segunda e defendeu que parte da taxação das bets (apostas esportivas) seja destinada ao financiamento de ações de segurança pública.

 

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