Ministério Público cumpre 25 mandados contra PCC em seis cidades paulistas
Um esquema de lavagem de dinheiro do PCC foi alvo de operação nesta quinta-feira (25) pelo Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, com apoio da Polícia Militar e da Receita Federal. A investigação revelou que a facção usava a fintech BK Bank para movimentar milhões obtidos em jogos de azar e na venda de combustíveis adulterados.
Segundo os promotores, a descoberta começou quando maquininhas de cartão ligadas a postos de combustíveis foram encontradas em casas de jogos clandestinos em Santos, no litoral paulista. Os donos do local afirmaram desconhecer as contas que recebiam os depósitos. Após a quebra de sigilo bancário, os investigadores identificaram que pelo menos R$ 859 mil haviam sido transferidos diretamente para a BK Bank a partir dessas operações.
A apuração mostrou que os mesmos números de abertura de conta usados na fintech constavam no cadastro dos postos investigados, o que reforçou o elo da rede criminosa. O Ministério Público apontou ainda que a BK Bank já havia aparecido em outra investigação, a Operação Carbono Oculto, que revelou fraude no setor de combustíveis com participação do PCC.
PCC dificultava bloqueio judicial
Nesta fase, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santo André, Barueri, Bertioga, Campos de Jordão e Osasco. As autoridades identificaram uma rede complexa de pessoas físicas e jurídicas ligadas à movimentação ilícita, com ramificações em hotéis, postos de combustíveis e instituições de pagamento que mantinham contabilidade paralela para dificultar o rastreamento do dinheiro.
De acordo com o Gaeco, a estratégia da facção era mascarar a origem dos recursos e dificultar o bloqueio judicial, reforçando o papel da fintech no esquema.