Advogado de Braga Netto, José Luiz de Oliveira Lima critica provas apresentadas pelo MP e afirma que general não participou de ataques recentes às instituições por estar preso
O advogado do general Braga Netto, José Luiz de Oliveira Lima, o Juca, falou com a imprensa na saída do Supremo Tribunal Federal (STF), após sua sustentação oral. O advogado voltou a dizer que a delação de Mauro Cid deveria ser anulada, já que afrontou a legislação:
“Essa delação tem que deixar de lado. O que está acontecendo nesse processo com relação à delação é uma inovação jurídica. Está deixando a lei de lado. Está deixando a jurisprudência de lado. Essa delação tem que ser anulada. Ela não pode ficar em pé. Ela não serve para condenar ninguém. Que arrume outras provas.”
Juca ainda reforçou que a atitude do Ministério Público (MP) com a delação foi “uma coisa meio tucana”:
“Ele (MP) falou ‘Não, peraí: Ela vale só um pouquinho.’ Não pode! É um contrato. Você descumpriu esse contrato, acabou a delação.”
Questionado sobre os ataques às instituições que mencionou em seu discurso, disse:
“A corte vem sofrendo ataque todo dia nos jornais. (…) Eu, como operador do direito, eu como advogado, eu que gosto da democracia, evidentemente que eu sou contra isso.”
O advogado reforçou que seu cliente não estaria envolvido nesses movimentos recentes, por estar preso: “Meu cliente está preso, como é que ele pode estar fazendo esse ataque? Essa afirmação não é verdadeira.”
Ainda sobre as provas do processo, Juca manifestou indignação com a apresentação dos documentos pelo Ministério Público:
“Nós estamos falando de 80 terabytes. Nós estamos falando de 225 milhões de documentos. E o Ministério Público me traz oito prints adulterados. Essa é a prova para se condenar uma pessoa? Ah, gente, pelo amor de Deus.”
O acesso e a qualidade das provas, além do tempo de análise, também foi levantado pelos advogados de Jair Bolsonaro e Augusto Heleno.
