Novo apresenta PEC para devolver direito de pedir impeachment de ministro do STF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Novo apresenta PEC para devolver direito de pedir impeachment de ministro do STF

Partido Novo apresenta PEC para garantir na Constituição o direito de qualquer cidadão pedir impeachment de ministros do STF após decisão de Gilmar Mendes

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Proposta busca restabelecer prerrogativa suspensa por Gilmar Mendes e impedir novas restrições ao controle social

A bancada do partido Novo apresentou nesta quarta-feira uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em reação direta à decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu trecho da Lei 1.079/1950 — norma que permite a “qualquer cidadão solicitar a instauração” de processos por crime de responsabilidade no Senado.

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Segundo o partido, a PEC busca garantir esse direito na própria Constituição, impedindo novas restrições judiciais e preservando um mecanismo de participação e controle social sobre autoridades públicas. Para os parlamentares, a decisão do ministro enfraquece instrumentos tradicionais de fiscalização republicana.

Marcel van Hattem (Novo-RS), líder da bancada na Câmara, afirmou que a Corte avança sobre prerrogativas do Legislativo e que a proposta busca restabelecer o equilíbrio entre os Poderes. “Novamente alguns ministros do Supremo tentam rebaixar e usurpar a função do Poder Legislativo, sem qualquer justificativa constitucional. Esta PEC é um meio para reestabelecer a normalidade e equilíbrio entre os Poderes”, declarou.

A proposta altera o parágrafo único do artigo 52 da Constituição para deixar explícito que qualquer cidadão poderá apresentar pedido de instauração de processo por crime de responsabilidade contra ministros do STF e demais autoridades. O texto mantém que a abertura do processo dependerá de maioria absoluta do Senado. No julgamento, o presidente do STF continuará conduzindo a sessão, e a condenação seguirá exigindo dois terços dos votos, com pena limitada à perda do cargo e inabilitação por oito anos.

A PEC busca consolidar regras permanentes, dar segurança jurídica e reforçar a participação popular nos processos de responsabilização previstos na Constituição.

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