Pesquisas abriram caminho para novos tratamentos contra câncer e doenças autoimunes
Os cientistas Mary Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi venceram o Prêmio Nobel de Medicina de 2025 por “suas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica”, informou a organização nesta segunda-feira (6).
As pesquisas dos três cientistas lançaram as bases para um novo campo de estudos e impulsionaram o desenvolvimento de terapias voltadas ao tratamento de câncer e doenças autoimunes. O prêmio é concedido pela Assembleia Nobel da Universidade Médica do Instituto Karolinska, na Suécia, e inclui uma premiação de 11 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,2 milhão), além de medalha entregue pelo rei da Suécia.
Segundo o comunicado oficial, “suas descobertas lançaram as bases para um novo campo de pesquisa e estimularam o desenvolvimento de novos tratamentos, por exemplo, para câncer e doenças autoimunes”.
O Prêmio Nobel de Medicina é o primeiro a ser anunciado na tradicional série de premiações anuais. Criado por Alfred Nobel, inventor da dinamite, o conjunto de prêmios reconhece desde 1901 contribuições notáveis nas áreas de ciência, literatura e paz. O Nobel de Economia foi incorporado posteriormente, financiado pelo banco central da Suécia, o Riksbank.
As cerimônias de entrega ocorrem em Estocolmo, exceto o Prêmio Nobel da Paz, entregue em Oslo, refletindo a antiga união política entre Suécia e Noruega. Os vencedores recebem o prêmio em 10 de dezembro, data da morte de Alfred Nobel.
Em 2024, o Nobel de Medicina foi concedido aos norte-americanos Victor Ambros e Gary Ruvkun, pela descoberta do microRNA e seu papel essencial no desenvolvimento celular.
