Nelson Wilians deixa CPMI como “provável investigado”, diz relator
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Nelson Wilians deixa CPMI como “provável investigado”, diz relator

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, aponta desvio de mais de R$ 6 bilhões e denuncia “máfia da Previdência” envolvendo associações
Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, aponta desvio de mais de R$ 6 bilhões e denuncia “máfia da Previdência” envolvendo associações

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Alfredo Gaspar criticou silêncio do advogado e pediu ampliação das quebras de sigilo

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta quinta-feira (18) que o advogado Nelson Wilians será um “provável investigado” pelo colegiado.

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Convocado para depor, Wilians decidiu não assumir o compromisso de dizer a verdade e permaneceu em silêncio diante da maioria das perguntas. Ele negou envolvimento em fraudes no INSS.

“[Nelson Wilians] chega aqui como uma testemunha e sai daqui como um provável investigado pela CPMI. Não havia razão para muitas das perguntas ele ter como resposta esse silêncio. O silêncio dele falou muito alto”, disse Gaspar a jornalistas.

O parlamentar classificou a oitiva como “frustrante” e defendeu ampliar as investigações a partir de quebras de sigilo. “Nós temos que ir atrás das outras estruturas criminosas. E por que ainda não chegamos a esse ponto? Porque o afastamento dos sigilos também ainda não está sob a nossa tutela”, afirmou.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou que o relatório final será elaborado com base em informações já obtidas, mesmo sem a cooperação de convocados. “Nós não necessitamos de nenhum depoimento das pessoas confirmando ou não as quebras de sigilo e as informações obtidas. O relatório vai ser feito com base nessas investigações, nessas informações”, disse.

O STF concedeu a Wilians habeas corpus parcial, garantido pelo ministro Nunes Marques, permitindo silêncio e a dispensa de compromisso com a verdade. Na semana passada, o advogado foi alvo de buscas em São Paulo.

“As pessoas podem vir aqui com habeas corpus, não falar absolutamente nada, é um direito delas, mas elas não podem fugir dos fatos. As investigações, as quebras de sigilo estão mostrando claramente a responsabilidade de cada um. A meu ver, o silêncio só confirma o que está sendo colocado pelos parlamentares”, declarou Viana.

No depoimento, Wilians negou conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”. Admitiu, no entanto, amizade com Maurício Camisotti, empresário investigado e preso na sexta-feira (12).

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