O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou que a investigação da Polícia Federal envolvendo o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o Lulinha não deverá registrar avanços antes das eleições de outubro.
Segundo o parlamentar, a informação foi apresentada pela Polícia Federal ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Viana aponta falta de efetivo
Em publicação na rede social X, Viana afirmou que a equipe responsável pelo inquérito é insuficiente para analisar o volume de provas já reunidas.
“São cerca de dez servidores num inquérito que apura o desvio de bilhões contra aposentados e pensionistas. Segundo apuração, seriam necessários pelo menos quatro vezes mais policiais. No ritmo atual, só a análise do material levaria seis meses. Enquanto isso, o mesmo governo que diz não interferir em nada mandou recolher os delegados cedidos, e trocou a coordenação do caso justamente depois que um delegado pediu a quebra de sigilo bancário do filho do presidente.”
De acordo com o senador, o problema não seria a quantidade de policiais disponíveis na corporação, mas a estrutura destinada à investigação.
Críticas à condução da investigação
Ainda na publicação, Viana afirmou que o inquérito enfrenta dificuldades para avançar sempre que envolve o mesmo núcleo de investigados.
“Investigação que engasga sempre no mesmo sobrenome não é investigação lenta. É investigação sufocada. Os aposentados esperaram uma vida inteira pelo benefício. Não vão esperar mais quatro anos pela justiça.”
Até o momento, a Polícia Federal não se manifestou publicamente sobre as declarações do senador nem confirmou as informações divulgadas por ele. Também não houve manifestação do Supremo Tribunal Federal sobre o tema.
