MP pede devolução de R$ 1,9 mi em ação sobre gabinete de Carlos Bolsonaro
Brasília, Quinta, 23 de julho de 2026
Justiça

MP pede devolução de R$ 1,9 mi em ação sobre gabinete de Carlos Bolsonaro

Ação de improbidade mira sete ex-assessores por suposto esquema de rachadinha; Carlos Bolsonaro não é réu

Foto: Republicação/ Carlos Bolsonaro Flickr.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

O Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra sete ex-servidores que atuaram no gabinete do então vereador Carlos Bolsonaro (PL) e pediu o ressarcimento de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos. Segundo a promotoria, os investigados integraram um suposto esquema de rachadinha, prática em que assessores repassariam parte dos salários recebidos.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Carlos Bolsonaro não figura entre os réus da ação. O processo trata da atuação de ex-assessores e do suposto desvio de recursos públicos ao longo de vários anos.

Ex-chefe de gabinete é apontado como principal beneficiário

De acordo com o inquérito civil, o ex-chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes é apontado como o principal beneficiário dos repasses feitos por assessores entre 2005 e 2021.

A investigação também cita Regina Célia Sobral Fernandes, ex-assessora parlamentar e esposa de Jorge Luiz. Segundo o Ministério Público, ela recebia valores de outros servidores e os transferia para a conta do marido.

O levantamento identificou 304 transferências, que somam aproximadamente R$ 814 mil.

Promotoria aponta novos repasses

A ação também destaca a atuação da ex-assessora Andrea Cristina da Cruz Martins.

Segundo o Ministério Público, ela realizou 12 transferências para Jorge Luiz Fernandes em 2018, totalizando R$ 112 mil. O valor corresponde a cerca de 70% dos salários pagos pela Câmara Municipal naquele período.

Para a promotoria, os repasses sem justificativa tinham como objetivo manter um esquema contínuo de apropriação de recursos públicos.

Além da devolução dos R$ 1,9 milhão, o Ministério Público pede a aplicação de multa, a suspensão dos direitos políticos dos acusados e a proibição de ocuparem cargos públicos.

Réus também respondem na esfera criminal

Jorge Luiz Fernandes e os outros seis ex-assessores se tornaram réus no mês passado pelos crimes de organização criminosa e peculato.

A investigação sobre eventual participação de Carlos Bolsonaro permanece em andamento.

A CBN informou que não conseguiu contato com as defesas dos investigados para comentar o caso. Já a GloboNews informou que procurou a defesa de Carlos Bolsonaro, mas não recebeu retorno até a publicação da reportagem.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade