Vereador do Rio é atendido por cardiologista em hospital na Barra da Tijuca
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) passou mal nesta segunda-feira (4) após ser informado da prisão domiciliar imposta ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Carlos está sendo atendido por um cardiologista em um hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, segundo relatos de aliados.
A decisão de Moraes foi tomada após vídeos de Bolsonaro circularem em redes sociais durante manifestações realizadas no domingo (3), o que configuraria descumprimento das medidas cautelares em vigor. O ex-presidente está proibido de usar redes sociais, mesmo por meio de terceiros.
Com a nova medida, Bolsonaro passa a cumprir prisão domiciliar com restrições. Moraes vetou visitas, com exceção de advogados e pessoas previamente autorizadas nos autos. Também está proibido o uso de celulares, diretos ou intermediados. O ministro alertou que o descumprimento resultará em conversão da medida em prisão preventiva.
Carlos Bolsonaro esteve presente no ato em Florianópolis (SC), onde deve disputar vaga ao Senado em 2026. Seu irmão, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou de manifestação no Rio.
Durante o evento, Flávio realizou uma ligação ao pai, que foi transmitida ao público. Bolsonaro limitou-se a dizer: “obrigado a todos. É pela nossa liberdade, nosso futuro, nosso Brasil. Sempre estaremos juntos”.
O vídeo foi publicado nas redes sociais, mas retirado horas depois. Segundo Flávio, a remoção foi feita por orientação da defesa. “Na minha opinião, não havia problema, já que ele faz apenas uma saudação. Mas os advogados dele estavam em dúvida e pediram para retirar”, afirmou.
Flávio Bolsonaro classificou a situação como “uma insegurança jurídica sem precedentes na história do Brasil” e criticou o que chamou de “censura prévia”. Carlos, por sua vez, publicou uma imagem do momento em que Bolsonaro saudava a multidão, com pedido para que seguissem o perfil de seu pai.
Moraes usou tudo isso para justificar a prisão sob o argumento de violação da cautelar, acusando os filhos de agirem como uma organização criminosa.
