Mourão diz que Trump não deveria 'meter o bedelho' no Brasil - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Mourão diz que Trump não deveria ‘meter o bedelho’ no Brasil

Mourão

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Por Isac Mascarenhas

Ex-ministra Tereza Cristina também criticou a sobretaxa: ‘perde-perde’

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente na gestão Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (15) que Donald Trump não deveria “meter o bedelho” na situação do ex-presidente na Justiça brasileira. A declaração ocorreu durante uma reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, que debatia a tarifa de 50% aplicada pelo presidente americano a produtos brasileiros.

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“Não aceito que o Trump venha meter o bedelho num caso que é assunto interno nosso”, disse Mourão.

Em sua fala, o senador também acusou Trump de “atentar” contra a liberdade, o comércio exterior e a tradição diplomática dos EUA. “Desde que o novo presidente tomou posse nos Estados Unidos, ele partiu para uma linha de ação de usar o poder bruto que o país tem. De coerção e dinheiro e abandonou o soft power (poder suave) com que os EUA atuaram durante muitos anos na sua política externa“, disse.

Mourão defendeu Bolsonaro na sequência, classificando como “injustiça” os processos aos quais o ex-presidente responde: “Há uma injustiça sendo praticada, mas compete a nós brasileiros resolvermos isso”.

Antes da fala na comissão, o ex-vice-presidente já havia se manifestado nas redes sociais sobre o pedido de condenação de Bolsonaro pela PGR, afirmando que a manifestação “já era esperada em um processo claramente político e com a única finalidade de tirar o ex-presidente do contexto político nacional”.

Outra parlamentar que esteve no governo Bolsonaro, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), também comentou a decisão do governo Trump, classificando-a como um jogo de “perde-perde”.

“O jogo de perde-perde que serão essas tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros e, se nós, também formos colocar sobre os produtos importamos, que são tão importantes para a economia brasileira”, afirmou.

Cristina, que foi ministra da Agricultura e relatora do projeto que cria a possibilidade de uma taxa de reciprocidade, defendeu que o Brasil tem “argumentos” e “credibilidade” para recorrer da situação e que é preciso “trabalhar em conjunto, unidos, para que possamos minimizar esses desastres que serão essas tarifas”.

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