Presidente da Câmara diz que ação contra jornalistas será investigada
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (11) que a Casa vai apurar “eventuais excessos” cometidos contra jornalistas durante a retirada à força do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) do plenário na terça-feira (9). Ele lamentou os “transtornos” e negou qualquer intenção de restringir a atuação da imprensa.
Veja imagens do momento em que a Polícia Legislativa e jornalistas entram em confronto pic.twitter.com/hADAfbXnku
— Portal Claudio Dantas (@PortaldoDantas) December 10, 2025
Segundo a presidência da Câmara, a conduta de Glauber foi “inadequada”, “antirregimental” e comprometeu o funcionamento da sessão. O episódio ocorreu após o parlamentar ocupar a cadeira da presidência em protesto contra a pauta que previa a análise de sua cassação. A retirada foi feita por policiais legislativos por ordem da Mesa Diretora.
“O presidente da Câmara, Hugo Motta, lamenta os transtornos causados aos profissionais de comunicação e reafirma que não houve intenção de limitar o exercício da atividade jornalística. As informações apresentadas pelos jornalistas serão incorporadas à apuração em andamento a fim de identificar eventuais excessos nas providências adotadas ao longo do processo de retomada dos trabalhos”, disse a Casa em nota.
Durante a operação, a transmissão da TV Câmara foi interrompida e o acesso da imprensa ao plenário foi suspenso. A Câmara afirma que ambas as medidas seguiram atos internos que regulam a segurança durante incidentes no plenário.
A instituição reiterou seu compromisso com “transparência, liberdade de imprensa e respeito às instituições democráticas”.
A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do DF repudiaram a interrupção da transmissão e a forma como profissionais foram tratados pela Polícia Legislativa durante o tumulto.
