Motta justifica veto a reunião de comissões por falta de 'pluralidade' - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Motta justifica veto a reunião de comissões por falta de ‘pluralidade’

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta (5), que a Casa deverá definir até sexta (7), o rito de tramitação do projeto de combate às facções criminosas enviado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de outras duas propostas com conteúdo semelhante.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta (5), que a Casa deverá definir até sexta (7), o rito de tramitação do projeto de combate às facções criminosas enviado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de outras duas propostas com conteúdo semelhante. Foto: Reprodução

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Por Isac Mascarenhas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), explicou suas razões para cancelar a realização de reuniões de comissões na Casa até 1º de agosto. Segundo ele, a medida busca garantir a pluralidade de representação durante as reuniões, já que, neste momento, apenas parlamentares da oposição cancelaram o recesso informal, enquanto os demais estão em período de descanso.

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“A Câmara é a casa do povo e é importante que todo mecanismo legislativo possa contar com a participação ampla e extremamente democrática dos seus pares”, afirmou Motta. Ele acrescentou que “convocar comissão em pleno recesso, previamente acordado e informado, restringe a participação dos demais componentes das referidas comissões”.

Para Motta, “é razoável” aguardar o retorno dos trabalhos da Câmara, em agosto, “para que os debates e diálogos sigam de maneira democrática representando, dessa forma, o povo brasileiro e toda a sua heterogeneidade de ideias”.

A decisão de Motta veio após parlamentares do PL na Câmara cancelarem o período de recesso e tentarem convocar votações nas comissões de Relações Exteriores e de Segurança Pública, ambas presididas por deputados do partido do Partido Liberal (PL), como forma de reação à operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na semana passada.

Mais cedo, Motta disse que sua decisão tinha base em um parecer técnico da administração da Câmara que, mesmo fora do país, assegura sua prerrogativa de lançar atos como presidente da Casa.

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