Motta diz a jornalistas que ficou “indignado” com violência na Câmara
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Motta diz a jornalistas que ficou “indignado” com violência na Câmara

Hugo Motta vai levar oito projetos de lei à votação de urgência no plenário, priorizando ações de segurança pública

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Presidente da Câmara promete apuração sobre atuação da Polícia Legislativa

A Câmara dos Deputados viveu novo episódio de confronto institucional ontem (9), com agressões a jornalistas durante a retirada do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) do plenário.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Um auxiliar do presidente da Câmara, Hugo Motta, se reuniu na madrugada desta terça com o presidente do Comitê de Imprensa da Casa, Victor Ohana, para informar que Motta ficou “indignado” com a ação da Polícia Legislativa contra os profissionais de imprensa.

Segundo o comunicado, o presidente da Câmara pediu desculpas pelo ocorrido e determinou a apuração dos fatos.

O episódio ocorreu após Glauber Braga ocupar a cadeira de Hugo Motta no plenário, em protesto contra a votação de sua cassação marcada para esta quarta-feira. O parlamentar afirmou que não deixaria o local.

Policiais legislativos retiraram jornalistas do plenário e das galerias para impedir o registro da retirada do deputado. Durante a ação, o sinal da TV Câmara foi cortado.

No Salão Verde, profissionais da imprensa foram empurrados por agentes da Polícia Legislativa enquanto o deputado era retirado do plenário.

Presidência diz que ação não foi autorizada

O assessor de comunicação de Hugo Motta, Gilclécio Lucena, informou ao Comitê de Imprensa que o presidente da Câmara não autorizou nem a ação da polícia nem a restrição de acesso aos jornalistas.

Segundo a assessoria, o caso será apurado. Integrantes do entorno do presidente avaliam que houve um “erro estrutural” no protocolo da Casa para situações desse tipo.

A Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal divulgaram nota de repúdio ao episódio. As entidades também criticaram o corte do sinal da TV Câmara.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais afirmaram que o cerceamento ao trabalho da imprensa é incompatível com a Constituição.

Nas redes sociais, Hugo Motta declarou que determinou a apuração de possíveis excessos na atuação da Polícia Legislativa.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade