Motta cobra governo por oposição ao PL Antifacção
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Motta cobra governo por oposição ao PL Antifacção

Hugo Motta reuniu nesta quarta (12), em Brasília, um grupo de governadores da oposição ao governo Lula foto: Agência Brasil
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Por Redação

Presidente da Câmara diz que Planalto deve explicar voto contra proposta aprovada por ampla maioria

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), cobrou nesta quarta-feira (19) que o governo federal explique por que se posicionou contra o PL Antifacção. A declaração foi feita um dia após a aprovação do projeto, que recebeu 370 votos favoráveis e 110 contrários.

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Em entrevista à Jovem Pan News, Motta afirmou: “O governo tem que explicar hoje à sociedade brasileira por que ficou contra [a proposta], porque, para o cidadão, o que importa é o que de fato irá acontecer na prática e o que vai melhorar a qualidade da segurança pública no Brasil”.

A votação ocorreu na terça-feira (18). A base governista tentou barrar a análise do projeto por meio de requerimentos de adiamento e de retomada do texto original enviado pelo presidente Lula, mas as tentativas foram rejeitadas pela maioria dos deputados.

Motta classificou a posição do governo como “erro” e disse que ela contraria o desejo da população por mais segurança. Ele declarou: “Eu penso que, ao final, o governo ter ficado contra foi um erro, porque está indo contra um anseio da sociedade. Você acha que o cidadão que nos assiste está satisfeito com a segurança pública do país, que a dona de casa que vê seu filho muitas vezes sair para trabalhar sem saber se ele volta, quer saber o número da lei, quer saber quem é o presidente da Câmara, quem foi o relator da matéria? Não”.

O presidente da Câmara acrescentou: “Essa mãe de família quer garantir a segurança que ela precisa, que é ter o direito de ir e vir, se libertar das organizações criminosas que hoje dominam cidades e comunidades que o Estado não está nem conseguindo mais chegar”.

Após a aprovação do projeto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o texto. Segundo ele, a proposta “asfixia financeiramente” a Polícia Federal. O ministro classificou a aprovação como “delicada” para o país.

Em resposta, Motta afirmou: “Eles terão muita dificuldade em construir uma narrativa contra um projeto que atende a ampla maioria da sociedade brasileira. Eu respeito quem divergiu ou quem votou contra, mas que, na verdade, não tiveram a humildade de tecnicamente reconhecer os avanços que inclusive o ministro da Fazenda nos pediu e o relator atendeu”.

Antes da votação final, Motta declarou a jornalistas que a Câmara “melhorou” o texto enviado pelo Executivo. Segundo ele, o papel do Legislativo é aperfeiçoar propostas encaminhadas pelo governo.

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