Líder da Câmara diz que segurança não pode ser “refém de falsas narrativas”
O presidente da Câmara fez nesta quarta feira uma manifestação em defesa do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, aprovado pela Casa, e acusou o governo federal de tentar “distorcer” os efeitos da proposta.
Segundo ele, a população, que enfrenta diariamente a violência, não pode ser exposta a informações falsas sobre o texto.
“Não se pode desinformar a população, que é alvo diariamente do crime, com inverdades”, afirmou.
O presidente da Câmara disse que o projeto tem como objetivo reforçar a capacidade do Estado na área de segurança pública e que qualquer tentativa de desqualificar a iniciativa seria “muito grave”.
As críticas foram direcionadas à reação de integrantes do governo, que demonstraram preocupação com dispositivos considerados mais duros no enfrentamento ao crime organizado.

O presidente da Câmara afirmou que não há espaço para disputa política em um tema que, segundo ele, exige união institucional. “Não vamos enfrentar a violência das ruas com falsas narrativas. Precisamos estar unidos neste momento”, declarou.
Em tom mais incisivo, ele afirmou que o governo “optou pelo caminho errado” ao não se somar ao esforço do Parlamento na discussão do marco legal. “Repito: segurança não pode ser refém de falsas narrativas”, disse.
O texto aprovado pela Câmara prevê penas mais altas para crimes cometidos por facções, amplia mecanismos de investigação e cria novos instrumentos para a repressão a organizações criminosas. O projeto agora segue para análise do Senado.
