Moro: DNA da segurança pública não está no governo Lula
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Moro: DNA da segurança pública não está no governo Lula

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Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Em entrevista exclusiva ao programa ALive, do jornalista Claudio Dantas, nesta sexta-feira (31), o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou que o DNA da segurança pública e do combate ao crime organizado “não está no DNA” do governo Lula.

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O comentário foi feito ao criticar a resistência do governo petista em classificar facções como “terroristas” e a falta de reconhecimento de que há uma “guerra” contra esses grupos criminosos.

Na visão do ex-juiz da Lava Jato, o “DNA do governo é o DNA do PT e o PT sempre foi leniente em relação a criminalidade”. Segundo ele, “a visão do PT é que o crime é um problema social e que o criminoso é uma vítima da sociedade”.

“Quando o Lula falou que o traficante é vítima do usuário, o pessoal: ‘Ah, uma gafe, um lapso’. Não, o que o PT pensa é isso mesmo, tanto que a proposta deles, que eles não falam abertamente porque sabem que isso tem um impacto eleitoral pesado, é a descriminalização das drogas, como se isso resolvesse o problema do crime organizado”, disse Moro, que completou: “Tem essa postura leniente. Você, por exemplo, tem uma visão [do PT] favorável do Hamas, das Farcs. [O PT] É isso mesmo”.

O senador também se posicionou contra a violência, mas destacou que “temos que ter sim rigor” e que “tem que ter muitas vezes a violência necessária para resolver o problema”.

“O que não deveríamos normalizar jamais é que tenhamos áreas do território nacional que são dominadas por criminosos e que infligem terror na população”, disse Moro. “O que nós temos que fazer é proteger o cidadão, resgatar o nosso país, precisa ter uma ação firme, desse governo não haverá, é impossível porque o DNA não bate”.

O senador finalizou dizendo que, diante da escalada da criminalidade no país, “o que a gente tem que fazer agora é, diante dessa escalada da criminalidade, nós colocarmos as soluções nas mesas e exigirmos do governo uma ação contundente”.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

MEGAOPERAÇÃO NO RIO

O senador também comentou a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 100 narcoterroristas do Comando Vermelho (CV). Para Moro, ela “reflete a escalada do crime organizado” no Brasil.

“O domínio territorial das facções e do crime organizado sobre largas porções do nosso território já tem há um tempo, e no Rio de Janeiro eu acho que isso é mais notável. E nós não podemos aceitar a normalização dessa situação, porque as pessoas que moram nessas áreas dominadas pelos traficantes, a elas são negados serviços básicos, serviços públicos básicos, serviços até privados”, comentou o ex-juiz.

Moro destacou que o “poder público” precisa recuperar essas áreas e que “é inevitável que o governo federal, estadual e municipal atuem para a recuperação desses territórios [dominados pelos traficantes], para que deixem de ser terra de ninguém, terra sem lei”.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

CPI DO CRIME ORGANIZADO

Moro também disse que espera participar da CPI do Crime Organizado, que será instaurada na próxima semana. “Eu sou o único ministro da Justiça e Segurança Pública que foi ameaçado pelo PCC por conta da retaliação do trabalho que eu fiz. […] Então, isso, aliando também a 22 anos de magistratura, acho que me dá um conhecimento e a técnica necessária para participar dessa CPMI”, afirmou.

Segundo o senador, a comissão deve servir como um espaço para apontar “onde o governo, onde o Estado brasileiro está falhando no combate a essa criminalidade” e propor “soluções concretas para esses desafios”.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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