Toffoli autoriza PF a investigar Moro na Lava Jato - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Toffoli autoriza PF a investigar Moro na Lava Jato

Moro critica plano do STF e afirma que proposta pode abrir caminho para “celas abertas” e afrouxar punições. Veja o que disse o senador
Foto: Seando Federal

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Por Redação

PF poderá examinar arquivos e mídias na 13ª Vara Federal de Curitiba por denúncia de Tony Garcia

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a realizar buscas e apreensões na 13ª Vara Federal de Curitiba.

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A Vara é onde o senador Sergio Moro (União Brasil–PR) atuou como juiz durante a Operação Lava Jato. A decisão atende a um pedido baseado em denúncia do ex-deputado estadual Tony Garcia. Ele afirma que Moro o teria obrigado a fazer gravações ilegais durante o caso Banestado, em 2004.

Segundo Tony Garcia, ele teria sido instruído a gravar conversas e coletar informações confidenciais como parte de seu acordo de delação.

Ele afirma ainda que o então juiz teria conduzido investigações secretas contra autoridades com foro privilegiado, incluindo o governador do Paraná e ministros do STJ.

Garcia diz que os documentos e mídias que comprovariam essas ações ainda estariam na Vara onde Moro trabalhou. O senador nega todas as acusações.

Toffoli autoriza PF a examinar processos e mídias in loco

Na decisão, Toffoli autorizou que a PF examine in loco processos, documentos, mídias e outros objetos relacionados às investigações.

Ministro Dias Toffoli autoriza buscas na Vara de Curitiba contra Sergio Moro por acusações de Tony Garcia sobre supostas gravações ilegais.
Foto: Andressa Anholete/STF

“Defiro sejam empreendidas pela autoridade policial as diligências propugnadas, visando autorizar o exame in loco dos processos ali relacionados, documentos, mídias, objetos e afins relacionados às investigações”, escreveu o ministro.

O ministro também determinou que o inquérito permaneça sob a jurisdição do STF. Moro havia pedido que o caso fosse remetido à primeira instância, alegando que os fatos ocorreram antes de seu mandato como senador.

A defesa do senador informou que não teve acesso aos autos do inquérito. Os advogados afirmam que a investigação se baseia em um relato fantasioso de Tony Garcia e que não houve irregularidades no processo de quase 20 anos atrás, que resultou na condenação de Garcia por apropriação de recursos do Consórcio Garibaldi.

Segundo os advogados, não há causa para competência do STF, já que não há investigação de atos praticados por Moro na condição de senador ou ministro.

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