Ministro aponta que ex-funcionário do STF é investigado por vazamento de informações sigilosas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido da defesa de Filipe Martins para incluir Eduardo Tagliaferro como testemunha no processo em que é réu.
Martins indicou 28 nomes para depoimento, entre eles o de Tagliaferro, ex-assessor do ministro do STF. Moraes rejeitou o pedido e justificou que Tagliaferro é investigado em outro inquérito, o que impede sua oitiva como testemunha.
A petição foi autuada por prevenção ao Inquérito 4781/DF, que investiga o vazamento de conversas entre servidores do STF e do TSE, especialmente envolvendo Tagliaferro. Moraes aponta que os supostos vazamentos ocorreram via WhatsApp e foram associados a “ataques institucionais ao Judiciário”.
Na decisão, o ministro reforça a jurisprudência da Corte que impede o depoimento de investigados como testemunhas ou informantes. Moraes também afirmou que a apuração contra Tagliaferro teve início após notícias veiculadas na imprensa sobre vazamentos de conversas e documentos sigilosos extraídos de seu celular.
Relembre alguns episódios envolvendo Tagliaferro:
Ex-assessor de Moraes: “Se eu falar algo, o ministro me mata ou me prende”
‘Raras as pessoas de esquerda investigadas’ – Claudio Dantas
Moraes dá um jeitinho no inquérito das mensagens – Claudio Dantas
