Moraes rejeita pedido da DPU e mantém denúncia contra Eduardo Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Moraes rejeita pedido da DPU e mantém denúncia contra Eduardo Bolsonaro

STF marcará julgamento de denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro por suposta coação em processo ligado à condenação de Jair Bolsonaro
STF marcará julgamento de denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro por suposta coação em processo ligado à condenação de Jair Bolsonaro.

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Por Redação

Ministro do STF determina que Defensoria apresente defesa do deputado mesmo sem notificação internacional

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (22) o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para suspender a denúnciaRib contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enquanto ele não for oficialmente notificado nos Estados Unidos. Segundo Moraes, o congressista “está criando dificuldades para ser notificado”.

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Na decisão, o ministro destacou que Eduardo ainda não apresentou defesa prévia na ação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de tentar coagir o STF ao pressionar sanções do governo americano contra magistrados. Moraes determinou que o deputado fosse notificado por edital e estabeleceu prazo até 15 de outubro para a apresentação de sua defesa.

Sem resposta, a DPU foi convocada para assumir a defesa de Eduardo Bolsonaro. No entanto, o órgão solicitou a suspensão do processo enquanto o deputado não fosse formalmente notificado via carta rogatória — instrumento de cooperação judicial internacional.

Moraes, porém, rebateu o argumento. Em seu despacho, afirma que manifestações públicas do parlamentarindicam que o denunciado, de maneira transitória, encontra-se fora do território nacional exatamente para reiterar na prática criminosa e se evadir de possível responsabilização judicial, evitando a aplicação da lei penal”.

O ministro também ressaltou que, como deputado federal, Eduardo mantém domicílio e gabinete funcional em Brasília. “Não há pertinência nas alegações da DPU de que a citação deveria ocorrer por carta rogatória, uma vez que as manifestações de Eduardo indicam intenção de dificultar sua notificação”, escreveu Moraes.

Com a decisão, a DPU terá prazo de 15 dias para apresentar a defesa prévia do deputado, mesmo sem a notificação internacional.

 

 

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