Moraes rejeita recurso de Braga Netto e chama alegações de “mero inconformismo”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes rejeita recurso de Braga Netto e chama alegações de “mero inconformismo”

Alexandre de Moraes negou recurso de Braga Netto e manteve condenação de 26 anos por tentativa de golpe. Flávio Dino acompanhou o voto

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ministro do STF manteve condenação de 26 anos ao ex-ministro de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta sexta-feira (7) o recurso apresentado pela defesa do ex-ministro Walter Braga Netto, condenado a 26 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

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Em seu voto, Moraes afirmou que os questionamentos da defesa representam “mero inconformismo” e “carecem de qualquer respaldo empírico”. O julgamento dos recursos de Braga Netto e dos demais condenados do chamado núcleo 1, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorre em plenário virtual e será concluído até 14 de novembro.

Flávio Dino acompanhou o relator e também votou pela rejeição dos embargos.

No documento de 67 páginas, Moraes rebateu as alegações de suspeição apresentadas pela defesa, além de questionamentos sobre suposta omissão e aplicação das penas. Segundo o ministro, “não há que se falar em qualquer contradição”, pois o acórdão “apresenta fundamentação absolutamente coerente com as provas dos autos”.

O ministro manteve a pena aplicada e reforçou que as teses apresentadas não demonstram erro ou omissão no julgamento.

A Primeira Turma do STF, responsável pela análise, é composta por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Luiz Fux, que migrou para a Segunda Turma, não participa da votação.

Os embargos de declaração analisados nesta fase são o último recurso antes do trânsito em julgado das condenações, que permitirá o início do cumprimento das penas. No caso de Bolsonaro, a condenação é de 27 anos e 3 meses.

O único condenado do núcleo 1 que não recorreu foi Mauro Cid, que já começou a cumprir pena de dois anos em regime aberto.

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