Moraes pode ordenar prisão imediata de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes pode ordenar prisão imediata de Bolsonaro

Alexandre de Moraes pode decretar prisão imediata de Jair Bolsonaro se considerar recurso protelatório, como no caso Collor

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Relator pode determinar cumprimento da pena antes do julgamento final da Primeira Turma

Na última semana, a Primeira Turma do STF rejeitou, por unanimidade, todos os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais réus condenados por envolvimento no plano de golpe de Estado. Depois da publicação do acórdão, Bolsonaro e os demais ainda poderão apresentar um último recurso. O documento deve ser divulgado amanhã (18), abrindo prazo de cinco dias para novas manifestações das defesas.

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Se o novo recurso for rejeitado, ocorre o “trânsito em julgado”, quando a condenação se torna definitiva e as penas começam a ser cumpridas. As análises da Turma ocorrem no plenário virtual, modelo em que os ministros têm uma semana para registrar seus votos — o que empurraria uma eventual prisão para dezembro.

Há, porém, a possibilidade de o relator, ministro Alexandre de Moraes, determinar a prisão antes de nova deliberação colegiada. O ministro pode aplicar o mesmo entendimento usado no caso do ex-presidente Fernando Collor, condenado por corrupção.

Naquele caso, Collor ainda tinha direito ao “segundo” recurso. A defesa apresentou o pedido, mas Moraes classificou a iniciativa como “intenção procrastinatória”, por não trazer fatos novos ou fundamentos consistentes. Com isso, determinou a execução imediata da pena, entendimento que permite prisão antes da publicação final quando o recurso tem objetivo de atrasar o processo.

Se Moraes avaliar o recurso de Bolsonaro nos mesmos termos, o ex-presidente e os demais réus podem ser presos ainda em novembro.

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