O perímetro interditado para o uso de drones no entorno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro foi ampliado para um raio de 1 quilômetro, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O magistrado atendeu ao pedido da Polícia Militar do Distrito Federal. O órgão considerou insuficiente o limite anterior, de 100 metros, para garantir privacidade e segurança ao ex-presidente. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, após alta hospitalar em Brasília.
Na decisão, Moraes afirmou que a evolução tecnológica dos drones permite captação de imagens a distâncias maiores, o que comprometeria a eficácia do limite anterior.
“A limitação espacial reduzida não mitiga de forma adequada os riscos à segurança institucional, como o monitoramento indevido, a coleta de informações sensíveis ou mesmo a preparação de condutas ilícitas”, afirmou o ministro.
A PMDF formalizou o pedido de ampliação nesta quarta-feira (1º). A corporação alegou que drones modernos conseguem captar imagens com alta resolução a longas distâncias e que o novo perímetro é necessário para proteger a intimidade do ex-presidente e de seus familiares.
Moraes autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias, em razão de problemas de saúde registrados durante internação em março.
