Ministro do STF falou sobre atuação coordenada no exterior para coagir a Corte
O ministro Alexandre de Moraes afirmou agora há pouco que há uma organização criminosa atuando no exterior com o objetivo de coagir o Supremo Tribunal Federal (STF) e interferir no julgamento da ação penal sobre o 8 de janeiro. Segundo Moraes, o grupo age por meio de articulações com autoridades de outro país e promove “atos hostis” contra o Brasil.
“Estamos verificando diversas condutas dolosas, conscientes, de uma verdadeira organização criminosa que de forma jamais anteriormente vista em nosso país, age de maneira covarde e traiçoeira com a finalidade de tentar submeter o funcionamento deste Supremo Tribunal Federal ao crivo de um Estado estrangeiro”, disse.
O ministro classificou como “covarde” a postura dos investigados que deixaram o país. “Esses brasileiros, seus patriotas, encontram-se foragidos e escondidos fora do território nacional. Não tiveram coragem de continuar no território nacional.”
A fala ocorreu durante sessão do STF em que os ministros trataram dos ataques recentes à Corte. Moraes acusou os foragidos de promoverem “atos hostis, mentirosos, derivados de negociações espúrias e criminosas” com a finalidade de “obstrução à justiça” e de influenciar o julgamento da Ação Penal 2668, que trata da tentativa de golpe de Estado.
“Há fartas provas nas investigações comprovando essas condutas no início. Não só induzimento, instigação e auxílio na tentativa de submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de um outro estado, um estado estrangeiro com clara afronta”, afirmou Moraes.
O ministro também citou que essas ações têm “gerado reflexos nocivos à economia e à sociedade brasileira”. Ele denunciou que os envolvidos fazem publicações nas redes sociais “assumindo autoria de verdadeira intermediação com o governo estrangeiro” e agem “como se glória houvesse na traição”.
A declaração foi endossada por outros ministros da Corte, que vêm criticando ações recentes de parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que buscaram interlocução internacional para questionar decisões do Supremo.
