Ministro reage a perdão da presidente do STM por mortos da ditadura
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Ministro reage a perdão da presidente do STM por mortos da ditadura

STM recebeu ofício do STF e vai analisar a possível cassação de patentes de generais condenados após representação do Ministério Público Militar
Foto: Republicação/ STM

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Carlos Amaral Oliveira afirmou que Maria Elizabeth Rocha extrapolou ao se pronunciar em nome do tribunal

O ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, do Superior Tribunal Militar (STM), criticou a presidente da Corte, ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, por ter pedido perdão, em nome da Justiça Militar da União, por ações ocorridas durante o período da ditadura militar (1964–1985).

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A manifestação de Amaral foi feita nesta quinta-feira (30), durante sessão plenária do tribunal. Maria Elizabeth não participou da reunião.

A polêmica começou no último sábado (25), quando a presidente da Corte participou de um ato inter-religioso na Catedral da Sé, em São Paulo, que lembrou os 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado sob tortura durante o regime militar.

Em um discurso de dois minutos, ela pediu perdão “a todos que tombaram e sofreram lutando pela liberdade no Brasil”, incluindo nomes como Rubens Paiva, José Dirceu, José Genoino, Miriam Leitão e Aldo Arantes.

O gesto gerou desconforto entre integrantes do STM. O tenente-brigadeiro Amaral Oliveira classificou a fala como “superficial” e “política”, afirmando que a presidente não tinha autorização para se pronunciar em nome do tribunal.

“Não outorguei mandato para que a presidente falasse em meu nome. Cada um tem direito à sua opinião, por mais absurda que possa ser, mas o incômodo é que ela tenha usado a instituição como porta-voz de um posicionamento pessoal”, afirmou o ministro, ao pedir que sua discordância fosse registrada em ata.

Embora tenha dito que não pretendia censurar a colega, Amaral sugeriu que Maria Elizabeth “estudasse um pouco mais da história do tribunal antes de opinar sobre o período a que se referiu e sobre as pessoas a quem pediu perdão”.

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