José Medeiros diz que Congresso tem “bancada do crime organizado” e cobra investigação da PGR
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

José Medeiros diz que Congresso tem “bancada do crime organizado” e cobra investigação da PGR

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) afirmou que há uma “bancada do crime organizado” atuando de forma velada no Congresso Nacional e pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue a possível influência de facções criminosas sobre parlamentares.
O deputado federal José Medeiros (PL-MT) afirmou que há uma “bancada do crime organizado” atuando de forma velada no Congresso Nacional e pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue a possível influência de facções criminosas sobre parlamentares. Foto: Câmara dos Deputados

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Por Redação

Deputado defende endurecimento das leis e critica resistência do governo à cooperação com os Estados Unidos

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) afirmou que há uma “bancada do crime organizado” atuando de forma velada no Congresso Nacional e pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue a possível influência de facções criminosas sobre parlamentares.

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A declaração foi dada em entrevista ao site Claudio Dantas, em meio à repercussão da megaoperação policial no Rio de Janeiro.

“Nós precisamos de uma legislação que dê ferramentas reais às polícias e aos governadores. Mas aqui no Congresso parece que existe uma bancada do crime. Eu oficiei a PGR porque alguns deputados deram verdadeiros shows de defesa dos interesses das facções. A pergunta é: estão representando a quem?”, questionou o parlamentar.

Medeiros afirmou que, após a operação no Rio, houve parlamentares que “defenderam bandidos como heróis de guerra” e criticou o governo federal por, segundo ele, “ignorar os policiais mortos e suas famílias”.

“Estão falando em pensão para criminosos, mas não para as viúvas dos policiais. É esquisito demais o que está acontecendo”, disse.

Deputado defende equiparação de facções ao terrorismo e diz que soberania “já foi perdida”

O deputado se posicionou a favor do PL Antiterrorismo, que propõe equiparar organizações criminosas a grupos terroristas, e criticou o argumento do governo de que essa mudança abriria espaço para “intervenção estrangeira” no país. Segundo ele, o discurso da soberania é “falacioso”, já que o Estado brasileiro “perdeu o controle sobre parte de seu território”.

“Soberania já é zero quando o Estado não pode entrar em determinados lugares, quando ministro precisa pedir autorização do crime para entrar num território. Isso é um Estado paralelo combatendo o Estado oficial”, afirmou.

Medeiros citou casos internacionais para justificar a necessidade de cooperação com os Estados Unidos no combate às facções, mencionando a experiência da Colômbia na guerra contra os cartéis de drogas.

“A Colômbia derrotou o estado de terror com ajuda americana. Aqui o governo vive de placebo e vem dizer que vai perder soberania? O perigo real é o crime organizado, não a cooperação internacional”, afirmou.

Críticas ao governo e acusações de alinhamento ideológico

O deputado também criticou a base governista por, segundo ele, resistir a medidas mais duras contra o crime organizado e manter “afinidades ideológicas” com regimes e grupos estrangeiros.

Medeiros citou elogios recentes a Lula feitos por líderes de países e organizações que ele classificou como “ligados ao terrorismo”.

Lula foi elogiado por um líder do Hamas e por Nicolás Maduro, que comanda um cartel considerado terrorista. Isso mostra que eles não querem combater o terror”, afirmou.

O parlamentar ainda acusou o governo de agir com “dois pesos e duas medidas” ao rejeitar a cooperação internacional para o combate às facções, mas aceitar ajuda estrangeira em outros contextos.

Soldados da Forças de Defesa de Israel — Foto: Reprodução/Twitter/Forças de Defesa de Israel
Soldados da Forças de Defesa de Israel — Foto: Reprodução/Twitter/Forças de Defesa de Israel

“Quando houve a tragédia de Mariana, Israel veio ajudar no resgate. E o governo não reclamou de intervenção. Então esse discurso de soberania é pura conveniência”, disse.

Medeiros afirmou que há um “consórcio” entre membros do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e voltou a acusar a gestão petista de ter buscado influência externa nas eleições.

“Eles não queriam intervenção quando pediram ajuda ao governo Biden nas eleições. Agora usam o argumento da soberania para evitar uma legislação que fortaleça o combate ao crime. É incoerência total”, concluiu.

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