Banco Master: Toffoli exige aval do STF para novas investigações
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Banco Master: Toffoli exige aval do STF para novas investigações

Toffoli afirma que prisão de Fabiano Zettel é essencial para investigação do Banco Master e cobra explicações da PF.
Toffoli afirma que prisão de Fabiano Zettel é essencial para investigação do Banco Master e cobra explicações da PF.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Operação “Compliance Zero” passa a depender da autorização da Corte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou, nesta quarta-feira (3), que novas diligências relacionadas à Operação “Compliance Zero”, que envolve o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, só poderão ser realizadas com autorização da Corte.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A decisão foi tomada após reclamação apresentada pela defesa de Vorcaro contra atos da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

O investigado Luiz Antonio Bull também pediu habilitação no processo, afirmando ter sido preso por 11 dias por ordem de um magistrado que, segundo sua defesa, “não detém competência para a prática do ato constritivo”.

Ele alegou que oitivas continuavam sendo agendadas e que materiais apreendidos já estavam sendo analisados pela Polícia Federal, mesmo diante da contestação sobre a competência da primeira instância.

Toffoli reconheceu o interesse jurídico de Bull e autorizou seu acesso aos documentos da reclamação.

“Defiro o acesso pleiteado, nos termos da Súmula Vinculante nº 14”.

A Polícia Federal também teve acesso liberado ao procedimento, após solicitação formal.

O ministro afirmou ainda que há indícios de que a investigação pode alcançar autoridades com prerrogativa de foro, o que desloca a competência para o STF.

No despacho, registrou que, “diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, fixada está a competência da corte constitucional”, acrescentando que “qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior”.

A decisão foi comunicada ao diretor-geral da Polícia Federal, ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao Superior Tribunal de Justiça e ao juízo da 10ª Vara Federal de Brasília.

O processo segue sob sigilo.

“Mantenho o sigilo decretado a fim de evitar vazamentos que obstaculizem as investigações”, concluiu Toffoli.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade