Quem é Maria Claudia Bucchianeri, jurista de Flávio
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Política

Quem é Maria Claudia Bucchianeri, jurista por trás de vitórias de Flávio no TSE

Ex-ministra substituta do TSE atuou em julgamentos centrais das eleições de 2022

Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

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Por Redação

A advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passou a atuar na coordenação jurídica da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Desde que assumiu a banca eleitoral do parlamentar, a jurista tem participado de algumas das principais disputas travadas pela campanha na Justiça Eleitoral.

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A atuação inclui ações contra conteúdos considerados prejudiciais à imagem do senador, questionamentos sobre pesquisas eleitorais e medidas relacionadas à propaganda eleitoral. Bucchianeri é responsável pela estratégia jurídica adotada por Flávio no TSE.

Vitórias e disputas da pré-campanha

Uma das principais frentes conduzidas pela equipe jurídica tem sido a remoção de conteúdos publicados por adversários políticos e perfis nas redes sociais. A estratégia busca conter danos à imagem do senador durante o período pré-eleitoral.

A advogada também passou a liderar uma ofensiva jurídica envolvendo o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A defesa de Flávio ingressou com pedido de produção antecipada de provas para reunir elementos que possam embasar uma representação eleitoral. A tese sustenta que a homenagem ao presidente Lula teria ultrapassado os limites culturais e assumido contornos de propaganda eleitoral antecipada.

Outro episódio de destaque ocorreu durante a discussão sobre pesquisas eleitorais envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

Em sustentação oral no TSE, Bucchianeri defendeu o Partido Liberal (PL) ao questionar a formulação de perguntas utilizadas por institutos de pesquisa. A advogada argumentou que determinados questionamentos poderiam influenciar a percepção do eleitor antes da manifestação de voto, comprometendo a neutralidade dos resultados. O debate levou a Corte a analisar critérios relacionados à elaboração de quesitos em levantamentos eleitorais.

Da advocacia ao TSE

Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro é mestre em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Direitos Fundamentais pela Universidade de Coimbra.

Também atuou como professora de pós-graduação em Direito Constitucional e Direito Eleitoral, além de ocupar cargos em entidades ligadas ao estudo do processo eleitoral e das liberdades civis.

Em junho de 2021, foi nomeada pelo então presidente Jair Bolsonaro para uma vaga de ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral destinada à classe dos juristas. Permaneceu na Corte até 2023.

Durante as eleições de 2022, exerceu a função de juíza da propaganda eleitoral, responsável pela análise de pedidos de remoção de conteúdo, direitos de resposta e controvérsias envolvendo campanhas presidenciais.

O caso Lula-PCC que marcou sua passagem pelo tribunal

Entre as decisões de maior repercussão de sua trajetória no TSE está o caso envolvendo publicações que associavam Luiz Inácio Lula da Silva ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A campanha do PT pediu à Justiça Eleitoral a remoção de conteúdos divulgados por aliados de Jair Bolsonaro que utilizavam reportagens e interceptações telefônicas da Polícia Federal para sustentar a narrativa de que integrantes da facção demonstravam preferência pela vitória do petista.

Ao analisar o caso, Maria Claudia Bucchianeri rejeitou o pedido de retirada das publicações.

A magistrada entendeu que os materiais utilizados como base para os conteúdos eram derivados de fatos públicos e reportagens jornalísticas existentes. Em sua avaliação, a controvérsia envolvia interpretação política de informações conhecidas e não a criação de um fato inexistente.

Posteriormente, o caso foi levado ao plenário do TSE. A maioria dos ministros adotou entendimento diferente e determinou a remoção das publicações.

O episódio se tornou um dos mais conhecidos de sua passagem pela Corte por expor divergências internas sobre os limites da liberdade de expressão, da propaganda eleitoral e da atuação da Justiça Eleitoral durante a disputa presidencial de 2022.

Reforço jurídico para 2026

Após deixar o TSE, Maria Claudia retornou à advocacia privada e passou a atuar em campanhas eleitorais e causas nos tribunais superiores.

Sua chegada à pré-campanha de Flávio Bolsonaro foi interpretada no meio político como um movimento para fortalecer a estrutura jurídica do projeto presidencial do senador, especialmente diante das disputas eleitorais que devem chegar ao Tribunal Superior Eleitoral ao longo da corrida de 2026.

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