Precedente perigoso e intervencionismo do TSE? Jura?
Brasília, Segunda, 08 de junho de 2026
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Precedente perigoso e intervencionismo do TSE? Jura?

AtlasIntel reproduz áudio de Flávio em pesquisa
AtlasIntel reproduz áudio de Flávio em pesquisa

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Por Claudio Dantas

Como registramos há pouco, Nunes Marques acolheu previamente os argumentos técnicos da campanha de Flávio Bolsonaro e suspendeu a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg por suspeita de indução de respostas ao incluir no questionário apresentado ao público o áudio de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. Embora a decisão do ministro seja obviamente necessária diante de uma flagrante ilegalidade, a campanha do PT a classificou como “precedente perigoso” e uma sinalização de que o TSE deverá ter um comportamento mais “intervencionista” nas eleições deste ano.

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Chega a ser patética a justificativa, considerando o intervencionismo do mesmo TSE em 2022, quando Alexandre de Moraes presidia a Corte Eleitoral e fez dela um anexo de seu próprio gabinete no Supremo Tribunal Federal, vinculando servidores a uma espécie de polícia política direcionada a perseguir críticos de Lula e do próprio STF. Como revelou a Vaza Toga, Moraes criou até um ‘fichamento’ de cidadãos brasileiros não alinhados com a esquerda e muitos deles tiveram suas redes derrubadas, viraram alvos de inquéritos políticos ou foram presos.

Falar em risco de intervencionismo quando, em 2022, Luís Roberto Barroso pediu ajuda ao governo Biden para impedir a reeleição de Jair Bolsonaro — e ainda comemorou ter ‘vencido o bolsonarismo’ é desafiar a inteligência do eleitor. Falar em precedente perigoso quando o próprio Moraes baixou, entre o primeiro e o segundo turno daquela eleição, uma resolução que permitiu a retirada de conteúdo sem decisão judicial é debochar da tolerância de tantos eleitores que se sentiram — e ainda se sentem — lesados em sua escolha eleitoral.

Quando Lula foi beneficiado por cada uma dessas medidas, não se viu o PT e a esquerda alertar sobre risco ao equilíbrio eleitoral!

A reação agora à decisão liminar de Nunes Marques demonstra que não se trata de defender eleições livres e limpas, mas de fazer o diabo para vencê-las, classificando como tapetão jurídico toda e qualquer decisão que lhes for desfavorável. Se é para censurar um documentário da Brasil Paralelo ou um longa sobre a facada de Adélio Bispo em Bolsonaro, está tudo bem. Se é para impedir que se fale sobre o passado corrupto de Lula ou sua amizade com ditadores, tudo certo. Se for para comprar institutos de pesquisa e órgãos de mídia para tentar influenciar a opinião pública, qual o problema?

Depois ainda temos que ouvir Cármen Lúcia chamando milhões de brasileiros de “pequenos tiranos”. Essa turma do PT seria o quê, ministra?

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