Moraes vota para tornar Malafaia réu - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes vota para tornar Malafaia réu

Denúncia da PGR aponta "ofensas" feitas pelo pastor durante ato na Avenida Paulista.

Malafaia acusa Moraes de perseguição religiosa e política
Foto: Reprodução

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou nesta tarde (06) para tornar Silas Malafaia réu por “injúria” e “calúnia” contra o comandante do Exército, o general Tomás Ribeiro Paiva.

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A Primeira Turma do Supremo começou a julgar hoje, no plenário virtual, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor. Os ministros poderão registrar os votos até 20 de março.

De acordo com a Procuradoria, no dia 6 de abril de 2025, durante manifestação na Avenida Paulista (SP), Malafaia discursou “ofendendo” a “dignidade” e o “decoro” de generais de quatro estrelas que integram o Alto Comando do Exército.

No discurso, o pastor declarou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes”.

Para a PGR, “é evidente o propósito do denunciado de constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, em decorrência do exercício dos cargos ocupados”.

Em voto, Moraes afirmou que a denúncia apresentada pela PGR atende aos requisitos legais e deve resultar na abertura de ação penal.“Assim, fica evidenciado que o discurso acusatório permitiu ao denunciado a total compreensão da imputação contra ele formulada e, por conseguinte, garantirá o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa”, diz o ministro.

“A análise pormenorizada acerca do dolo, como elemento subjetivo do tipo, deve preponderar quando do julgamento da ação penal, após o exercício, por parte do denunciado, de seu irrestrito e amplo direito à defesa”, prosseguiu Moraes.

Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que integram a Turma, ainda não se manifestaram.

Ao STF, a defesa de Malafaia pediu o arquivamento do caso. Os advogados questionaram a competência da Corte para analisar a acusação contra o pastor, que não tem foro privilegiado, apontaram ausência de justa causa para o recebimento da denúncia e alegaram a existência de causa extintiva da punibilidade, citando a retratação pública feita por ele.

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