Malafaia diz que queda de pena veio por falta de votos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Malafaia diz que Bolsonaro aceitou redução de penas por falta de votos para anistia

Alive: Malafaia diz que é favor de anistiar Moraes junto com Bolsonaro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Pastor afirma que decisão foi confirmada após conversa com Flávio e Michelle Bolsonaro

O pastor Silas Malafaia afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que o ex-presidente Jair Bolsonaro aceitou a proposta de redução de penas por falta de votos no Senado para aprovar uma anistia ampla.

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Segundo Malafaia, a informação foi confirmada após conversa com o senador Flávio Bolsonaro e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele afirmou que a orientação partiu do próprio Bolsonaro.

“Bolsonaro demonstrou grandeza política e humanidade. Ele aceitou a redução de pena agora. Por quê? Porque não tem voto para aprovar a anistia lá no Senado. Grandeza dele. Eu falei com o Flávio e a Michelle. É isso que o Bolsonaro quis. Então, não venham para cá com nenhuma outra conversa fiada. Eu quero dar parabéns ao deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL [na Câmara], gigante, macho que enfrentou e colocou a cara a tapa”

No mesmo vídeo, Malafaia comparou o texto em debate no Congresso com a Lei da Anistia aprovada durante o regime militar. Ele também afirmou que a esquerda teria promovido episódios mais graves que os atos de 8 de Janeiro.

Fizeram pior em 2006, 2014 e 2017, com vários policiais em estado grave e manifestantes feridos. Transformaram uma baderna em uma farsa de golpe, de pura perseguição política para tirar Bolsonaro do jogo”, disse.

“Uma vergonha, uma injustiça ver Bolsonaro, militares e patriotas condenados por algo que não fizeram. Não teve um policial ferido, um manifestante ferido no dia 8”, afirmou Malafaia.

Acordo viabilizou votação na Câmara

Dois dias após Flávio Bolsonaro afirmar que havia “um preço” para retirar sua candidatura ao Planalto, um acordo entre parlamentares do Centrão e da base bolsonarista viabilizou a votação do projeto que reduz a pena a ser cumprida por Bolsonaro pela condenação por tentativa de golpe.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), levou a proposta ao plenário durante sessão na madrugada de quarta-feira. O texto foi aprovado por 291 votos a 148.

A oposição concordou em não apresentar emendas em plenário, abrindo mão da tentativa de aprovar uma anistia ampla.

Não apresentaremos emendas, fizemos um acordo com o presidente Hugo Motta. Nós ainda não desistimos da anistia ampla e irrestrita, mas Jair Bolsonaro nos autorizou a avançar na redução das penas. Foi o acordo possível, Bolsonaro aceitou pagar a sua parte da pena em nome do Natal em casa dessas pessoas”, disse o deputado Sóstenes Cavalcante.

Reação da esquerda com a Dosimetria e tramitação no Senado

A base do governo reagiu à decisão de pautar o projeto. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que Hugo Motta não teria mais condições de liderar a Casa.

O texto também recebeu sinal verde do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que prometeu votar o projeto ainda neste ano.

A equipe deste site apurou com a liderança do PL que a pauta e a votação estão “bem amarradas” com o Senado e são consideradas de sucesso “garantido”. A liderança, no entanto, foi surpreendida com a posição do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), que defende a votação primeiro na comissão, antes do envio ao plenário.

Nesse cenário, caso o texto seja aprovado na CCJ, seguirá diretamente para apreciação do Plenário no mesmo dia, segundo o próprio relator.

Relator da proposta na Câmara, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou que o texto reduz o tempo de prisão em regime fechado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses. Com a nova regra, a pena total pode cair para um patamar próximo de 21 anos.

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