A Organização dos Estados Americanos (OEA) se prepara para uma votação decisiva. A eleição de três das sete cadeiras da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), marcada para esta sexta-feira (27), pode resultar reeleição de grupos da esquerda, apoiados por Lula e as ditaduras chinesas e cubanas.
De acordo com a jornalista Maria Anastasia O’Grady, do The Wall Street Journal, o presidente brasileiro tem trabalhado nos bastidores para impedir a vitória de Rosa Maria Payá, filha do ativista cubano Oswaldo Payá, morto pelo regime em 2012. Outro nome conservador na disputa é o jurista colombiano Carlos Bernal Pulido, apoiado pelos Estados Unidos.
A jornalista conta que os EUA têm visto sua influência na organização diminuir e tenta uma reação. Em março, Washington perdeu a chance de apoiar um candidato pró-americano para secretário-geral, cargo que acabou sendo ocupado por um nome preferido pela China e pelo Brasil. A votação atual na CIDH é vista como uma nova oportunidade para os EUA recuperarem parte de sua influência.
Lula, que a jornalista descreve como “discípulo de Fidel Castro“, está ativamente buscando a vitória de candidatos progressistas no pleito da CIDH. Se os candidatos apoiados pelo petista e outros grupos de esquerda vencerem, a comissão deverá continuar com uma agenda que prioriza questões como ambientalismo, ideologia de gênero e aborto, colocando a liberdade religiosa em segundo plano.
A eleição para as cadeiras da Comissão Interamericana de Direitos Humanos ocorrerá nesta sexta-feira (27). A disputa é um teste para a diplomacia regional e a determinação dos EUA, por meio de Marco Rubio, em reafirmar sua influência na América Latina.
