PL da Anistia também movimenta deputados e preocupa o Planalto
O governo Lula voltou a turbinar a liberação de emendas parlamentares após semanas em marcha lenta. Entre segunda e quarta-feira, o Planalto empenhou R$ 2,9 bilhões para deputados e senadores, o maior valor concentrado em uma única semana desde julho.
A liberação foi feita na semana da votação do projeto de lei que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. A medida pode beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros e é considerada estratégica para os planos de reeleição de Lula. O destravamento das emendas deve servir como moeda de troca para garantir a aprovação da proposta.
Além disso, o governo acompanha de perto a articulação em torno do PL da Anistia, também chamado de PL da Dosimetria. A oposição pressiona pela aprovação para beneficiar principalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF, e outros envolvidos nos atos de 8 de jnaneiro. A esquerda resiste.
Lula já empenhou R$ 20,8 bi em emendas
De acordo com o Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento), as emendas somam até agora R$ 20,8 bilhões empenhados, mas apenas R$ 11,6 bilhões efetivamente pagos. Para os parlamentares, os recursos são cruciais na preparação para as eleições de 2026, quando muitos tentarão renovar seus mandatos ou fortalecer aliados locais.
O empenho é apenas a primeira etapa do processo. Nessa fase, o governo registra oficialmente que a verba será reservada para determinada obra ou serviço indicado por um parlamentar. Só depois vêm a liquidação, quando o serviço é atestado, e o pagamento, quando o recurso finalmente chega ao destino.
