Lula admite reunião com Trump; empresários querem negociação
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Lula confirma encontro com Trump; empresários pressionam por negociação

Após a derrota da MP que reajustaria o IOF, o governo Lula inicia série de exonerações de indicações do Centrão em órgãos como Caixa, Codevasf, Iphan e Dnit, atingindo PP, PSD, União Brasil e MDB Esplanada dos Ministérios, em Brasília - Foto: Ana Volpe/ Agência Senado
Após a derrota da MP que reajustaria o IOF, o governo Lula inicia série de exonerações de indicações do Centrão em órgãos como Caixa, Codevasf, Iphan e Dnit, atingindo PP, PSD, União Brasil e MDB Esplanada dos Ministérios, em Brasília - Foto: Ana Volpe/ Agência Senado

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Por Redação

Empresariado quer que presidente leve opções para suspender tarifaço

O presidente Lula comemorou o breve e amistoso encontro com Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, afirmando que “pintou uma química mesmo” entre eles. O aceno do presidente americano — que criticou a economia brasileira, mas se mostrou disposto a negociar — foi visto como um “respiro” pelo empresariado brasileiro, que já se articula para influenciar a pauta do diálogo.

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Em coletiva de imprensa na ONU, Lula classificou o encontro como um evento que “deixou de ser impossível e aconteceu.”

“Fiquei feliz quando ele disse que pintou uma química boa entre nós. Como eu acho que a relação humana é 80% química e 20% emoção, é muito importante essa relação,” disse Lula. Ele minimizou as críticas de Trump e expressou otimismo, dizendo que o líder americano deve estar “mal-informado sobre o Brasil” e que um encontro poderia resolver o problema.

Nos bastidores, o empresariado brasileiro celebrou a abertura de diálogo. Segundo o portal Metrópoles, grupos empresariais planejam procurar o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, para apresentar sugestões de temas a serem abordados na conversa com Trump.

Os empresários querem que Lula priorize na agenda assuntos de interesse comercial e tecnológico, como minerais raros, o acordo do etanol e instalação de data centers no Brasil.

O setor empresarial vê o gesto de Trump como um sinal de que as relações comerciais podem ser amenizadas, especialmente após os EUA anunciarem em julho uma sobretaxa de 50% a diversos produtos brasileiros.

Apesar da cordialidade no possível encontro, Trump havia feito críticas duras ao Brasil em seu discurso na ONU, declarando que “o Brasil está indo mal, e só irá melhorar quando trabalhar em cooperação com os Estados Unidos. Sem nós, eles fracassarão, assim como outros fracassaram.”

Lula rebateu as críticas, mas reforçou o interesse mútuo: “Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente” e têm muitos “interesses empresariais e comerciais”.

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