Em coletiva em Nova York, presidente disse não se opor a reunião face a face
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (24) que não descarta um encontro presencial com Donald Trump após a 80ª Assembleia-Geral da ONU. Em coletiva com a imprensa, sinalizou que “pode ser presencial”, a depender dos ajustes de agenda e do formato a ser definido entre as equipes.
O Planalto confirmou que Trump propôs uma conversa para a próxima semana, mas ontem a versão oficial era de que não haveria reunião presencial, apenas um telefonema. O ministro das Relações Internacionais, Mauro Vieira, alegou que Lula teria “uma agenda muito cheia”.
A postura foi amplamente criticada nas redes sociais e a hashtag #lulaarregou chegou aos Trending Topics do X.
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump criticou duramente a perseguição política e judicial no Brasil, disse que o país fracassaria se distanciando dos EUA, mas que via em Lula um cara “inteligente” e o convidou para uma reunião.
A mídia brasileira fez uma leitura enviesada da fala, enxergando no gesto de Trump um recuo na política de taxação de importações brasileiras. A Casa Branca, porém, sinalizou não ter havido qualquer mudança em relação à condição imposta pelo presidente americano na primeira carta enviada a Lula: o encerramento da perseguição a Jair Bolsonaro.
No dia anterior ao discurso na ONU, o governo americano impôs novas sanções contra autoridades brasileiras, extendendo a Lei Magnitsky à advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, e suspendendo vistos de diversas autoridades, entre elas o AGU, Jorge Messias.
As falas de Trump foram analisadas por Claudio Dantas e seus convidados no programa ALive desta quarta-feira. Assista:
