Presidente classifica medida como “erro e bobagem” e afirma que não pedirá apoio de partidos em 2026
O presidente Lula opinou, em entrevista à TV Mirante nesta terça-feira (7), sobre o pedido de União Brasil e PP para que filiados deixem o governo. Para Lula, a medida é “um equívoco, um erro, uma bobagem”.
“Acho que é um equívoco do PP querer expulsar o Fufuca, da mesma forma que acho que é um equívoco do União Brasil querer expulsar o Celso Sabino. Acho um erro, uma bobagem. Mas de qualquer forma eu vou conversar com eles, eles são deputados, eles têm mandato, eles sabem também o que decidir, tem maioridade para isso”, afirmou.
Celso Sabino (União) é ministro do Turismo e André Fufuca (PP), do Esporte. Ambos receberam ultimato para deixar o governo. Sabino enfrenta prazo mais urgente, com reunião marcada para quarta-feira (8) para votação do parecer sobre sua expulsão.
O presidente questionou a motivação das legendas. “Por que essa pequenez, sabe, de achar que atrapalhar um ministro que está fazendo um bom trabalho deixar de ser ministro por quê? Por raiva, por inveja, por disputa política?”, disse.
Sobre Fufuca, Lula afirmou que ainda pretende conversar com o ministro. “Eu não quero que ele saia. Eu acho que ele está fazendo um bom trabalho”, declarou. O chefe da pasta do Esporte também reafirmou apoio ao governo, contrariando seu partido.
Lula destacou que não pedirá apoio a nenhum partido nas eleições de 2026. “Eu não vou implorar para nenhum partido estar comigo, vai estar comigo quem quiser estar comigo. Eu não sou daqueles que ficam tentando comprar deputado, não, vai ficar comigo quem quiser e quem quiser ir para o outro lado que vá e que tenha sorte, porque eu acho que nós temos certeza de uma coisa: a extrema direita não voltará a governar esse país”, afirmou.
No início de setembro, União Brasil e PP estabeleceram prazo de 30 dias para que ministros filiados às duas siglas deixassem o governo. Fufuca e Sabino contrariaram o ultimato e permaneceram na gestão.
À TV Mirante, Lula elogiou os dois ministros e considerou o movimento da federação União-PP como “erro” e “bobagem”.
