Alcolumbre e Lula articulam Pacheco para o STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Alcolumbre e Lula articulam Pacheco para o STF

O Senado aprovou o projeto que cria a tributação de dividendos. A alíquota será de 10% tanto para investidores brasileiros quanto estrangeiros.
Foto: Senado Federal.

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Por Redação

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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), revelou que o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) defendeu pessoalmente Lula a indicação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a Corte.

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Segundo Wagner, a conversa entre Lula e Alcolumbre ocorreu a sós e teve como pauta principal a defesa de Pacheco para o STF. “A torcida do Alcolumbre pelo Rodrigo (Pacheco) é pública. Eu acho absolutamente normal. Então, foi uma conversa deles dois sozinhos. Sem ninguém, só os dois. E eu hoje fui saber como é que foi a conversa. Ele (Alcolumbre) foi defender o nome do Pacheco”, afirmou o petista.

Alcolumbre, ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e um dos principais articuladores das sabatinas de ministros indicados, tem se consolidado como um dos nomes mais influentes na definição das vagas do STF.

A atuação do senador na aprovação de indicados nos últimos anos reforça o peso de sua palavra nas decisões do Planalto.

Jaques Wagner revelou que Davi Alcolumbre defendeu pessoalmente a Lula o nome de Rodrigo Pacheco para o STF.foto: STF
Jaques Wagner revelou que Davi Alcolumbre defendeu pessoalmente a Lula o nome de Rodrigo Pacheco para o STF.
foto: STF

Wagner ainda afirmou que Lula mantém convicção de que o “melhor nome” para disputar o governo de Minas Gerais seria o próprio Rodrigo Pacheco, o que, segundo o líder petista, tornaria inviável a retirada do senador da disputa eleitoral. “Ele (Lula) não pode dizer que quer o cara como governador e ao mesmo tempo tirar o cara do jogo. Fica complicado”, disse.

Jaques Wagner tentou minimizar a articulação, classificando o episódio como uma simples “conversa entre amigos”, mas reconheceu a influência de Alcolumbre no processo.

Segundo ele, o senador não deve “segurar” a tramitação de nenhuma indicação, reforçando a defesa da “tradição” de o Senado aprovar o nome escolhido pelo presidente da República.

“O Supremo não pode ser um braço do governo. O país precisa de ministros técnicos, não de aliados políticos”, afirmou um senador da oposição, sob reserva.

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