Governo Lula pagou R$ 2,9 bilhões em 18 dias antes de encontro com líderes do Legislativo
O governo do presidente Lula aumentou o ritmo de pagamento de emendas parlamentares durante o recesso do Congresso. A ação ocorreu antes de encontros com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no último dia 12 de agosto.
O recesso durou de 17 de julho a 4 de agosto. Nesse período, foram pagos R$ 2,9 bilhões em emendas, média diária de R$ 162 milhões. Após a retomada dos trabalhos e até 11 de agosto, o Planalto liberou R$ 881 milhões, com média de R$ 146 milhões por dia.
O volume representa aumento de 2,5 vezes na média diária em comparação ao ritmo anual de 2025, que é de R$ 63,7 milhões. Depois do recesso, a taxa manteve-se 2,3 vezes acima da média.
Antes da recente tensão entre Executivo e Legislativo, a liberação mais lenta de emendas era apontada como um dos motivos para o desgaste na relação. Em 2025, a média é 45% menor que a registrada no ano anterior.
O governo Lula busca apoio para três projetos: uma medida provisória em socorro a empresas afetadas por tarifas impostas pelos EUA; um projeto para regular redes sociais, previsto para a próxima semana; e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Os encontros no Palácio da Alvorada sinalizaram retomada de diálogo após atritos iniciados em junho, quando o Congresso derrubou o reajuste do IOF e enfrentou resistência do PT em propostas fiscais. A reconciliação ganhou força após a ocupação dos plenários da Câmara e do Senado por manifestantes bolsonaristas.
