O deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta quinta-feira (29) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “vai sofrer para defender [o aumento do IOF] dentro do governo e dentro do Parlamento”.
Lira criticou a falta de diálogo do Executivo com o Congresso antes do anúncio do decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “É inadmissível que uma ação como essa seja tomada sem conversar com o presidente da Câmara e o do Senado”, disse durante evento do Esfera Brasil, em São Paulo.
Em 22 de maio, o governo anunciou a elevação do IOF em operações de crédito. Alíquotas que eram zeradas passaram a ser de até 3,5%. Em menos de 24 horas, diante da reação negativa do mercado e de aliados, Haddad recuou parcialmente e zerou o imposto sobre investimentos de fundos nacionais no exterior.
O aumento do IOF, somado ao bloqueio de verbas, foi uma tentativa da equipe econômica de cumprir a meta fiscal. A medida, porém, provocou forte desgaste político.
“O IOF é um imposto regulatório, não arrecadatório”, lembrou Lira. “Minha impressão é que Haddad vai sofrer para sustentar isso.”
Na quarta-feira (28.mai), os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deram prazo de dez dias para o governo recuar. Caso contrário, o Congresso colocará em votação um projeto de decreto legislativo para anular o aumento.
