Liderado por Lindbergh Farias, partido tenta criminalizar ex-primeira-dama com base em auditoria contestada, em meio a retaliações políticas diante de críticas à esposa de Lula
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), levou nesta terça-feira (14) à Procuradoria-Geral da República uma representação criminal contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A ação, que se baseia em auditoria do Tribunal de Contas da União sobre o antigo programa Pátria Voluntária, foi criticada por aliados da oposição como mais um episódio da perseguição contra quem representa o legado de Jair Bolsonaro.

Foto: Agência Brasil
Na representação, o partido pede à PGR investigação por supostos crimes de peculato, prevaricação e associação criminosa.
Lindbergh ainda citou ataques da oposição à atual primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e prometeu reagir “olho por olho e dente por dente”, em tom de ameaça pública.
O parlamentar petista afirmou que o decreto que ampliou funções ligadas ao gabinete da esposa do presidente Lula seria “plenamente legítimo”, em contraste ao que chamou de “irregularidades do governo Bolsonaro”.
No entanto, para parlamentares conservadores, o gesto reforça o uso político da máquina pública e mostra que o PT recorre à retaliação para tentar silenciar críticas à influência de Janja no governo.
