Petista questiona imparcialidade de Marcelo Freitas e pede anulação da decisão do Conselho de Ética
O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou nesta sexta-feira (10) um recurso na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
O pedido visa anular a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que rejeitou o afastamento do relator Marcelo Freitas (União-MG) na Representação nº 22/2025, que investiga o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta quebra de decoro.

No documento, Lindbergh questiona a lisura do processo e aponta “amizade” e “alinhamento político público e notório” entre o relator e o representado. Para o petista, a ligação comprometeria a imparcialidade do julgamento e violaria princípios como moralidade, impessoalidade e legalidade administrativa.
Acusações e impasses no Conselho
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um recurso na Mesa Diretora da Câmara pedindo a anulação da decisão do Conselho de Ética que manteve Marcelo Freitas (União-MG) como relator da Representação nº 22/2025, que investiga Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar.
O líder petista alega que há amizade e alinhamento político entre o relator e o deputado investigado, o que comprometeria a imparcialidade do julgamento. O documento cita possíveis violações aos princípios da moralidade, impessoalidade e legalidade administrativa.
A representação apresentada pelo PT acusa Eduardo Bolsonaro de abandonar o mandato para morar nos Estados Unidos, de articular ações estrangeiras contra o Brasil e de fazer declarações golpistas, incluindo ameaças à realização das eleições de 2026.
Após o pedido de suspeição do relator ser rejeitado, Marcelo Freitas votou pelo arquivamento do caso, o que, segundo Lindbergh, confirma a “parcialidade” do processo.
O recurso pede que a Mesa Diretora afaste o relator, anule o ato do Conselho e designe novo nome entre os sorteados. Também solicita investigação sobre outras representações contra Eduardo Bolsonaro que seguem paradas.
Baseado no Regimento Interno da Câmara e em princípios constitucionais, o petista afirma que a imparcialidade é essencial à legitimidade de qualquer julgamento disciplinar.
O documento conclui que a medida busca restaurar a credibilidade do Conselho de Ética. “A permanência do relator suspeito e o arquivamento da representação não atendem ao interesse público”, diz o texto assinado por Lindbergh Farias.
