O encontro vai até amanhã, no Canadá
Os líderes do G7 (Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e EUA) se reúnem nesta segunda-feira (16) para pressionar o presidente americano Donald Trump a abrandar o conflito entre Israel e Irã. O encontro acontece no quarto dia do embate, que já contabiliza mais de 240 mortos e uma intensa troca de ataques.
Na última sexta-feira (13), Israel eliminou militares e cientistas nucleares do Irã, que respondeu com ataques a fábricas, redes elétricas e edifícios residenciais. Apesar dos comentários de Trump de que haverá “paz em breve“, seu aliado, Benjamin Netanyahu, demonstra determinação em desmantelar o programa nuclear e todo o aparato de segurança iraniano. Os líderes europeus esperam que Trump use sua influência para pedir um cessar-fogo.
Antes dos ataques recentes, EUA e Irã negociavam o fim do programa nuclear iraniano, que foi retomado após a saída de Trump do acordo de não-proliferação nuclear. Para a cúpula do G7, o fim da violência e o retorno à diplomacia são cruciais para o reagendamento dessas negociações.
É possível que, ao final da reunião, os líderes emitam uma declaração conjunta pedindo a redução das tensões, mas sem a assinatura dos americanos. Para evitar críticas públicas, o Canadá, país anfitrião da cúpula, pode desistir da ideia de divulgar um comunicado público.
Um total de 15 líderes mundiais, incluindo o presidente Lula, devem comparecer ao encontro de dois dias na cidade de Kananaskis.
