O Irã lançou novos mísseis contra Israel na madrugada desta segunda-feira (16), ampliando a escalada militar que entra no quarto dia. Sirenes de ataque soaram em Tel Aviv e Jerusalém. A defesa aérea israelense foi acionada. Vários mísseis atingiram edifícios residenciais e instalações industriais, incluindo uma refinaria em Haifa.
O governo iraniano informou ter lançado centenas de mísseis contra alvos civis e de infraestrutura. A rede elétrica na região central de Israel foi danificada. Imagens de Tel Aviv mostram ruas cobertas de destroços e veículos destruídos.
Segundo dados oficiais, ao menos 244 pessoas morreram desde o início dos ataques: 224 no Irã e 20 em Israel. O Exército israelense confirmou a morte de oito civis nos ataques noturnos. Em resposta, caças de Israel bombardearam centros de comando da Força Quds, da Guarda Revolucionária iraniana, e mataram o chefe de inteligência do regime.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, prometeu nova ofensiva. “Os moradores de Teerã pagarão o preço”, afirmou. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também alertou para mais ações de retaliação.
A embaixada dos Estados Unidos em Tel Aviv sofreu danos leves após o ataque. Nenhum funcionário americano ficou ferido. O consulado dos EUA em Jerusalém segue fechado.
A imprensa americana revelou que o ex-presidente Donald Trump rejeitou, durante seu mandato, um plano de Israel para assassinar o aiatolá Ali Khamenei. Segundo fontes, Trump considerou a proposta “má ideia”. Ele voltou a dizer neste domingo que acredita em um possível acordo entre os dois países, mas reforçou: “às vezes eles têm que lutar”.
O porta-voz do Itamaraty iraniano, Esmail Baghai, disse que os EUA devem “condenar” os bombardeios israelenses, sob pena de inviabilizar qualquer negociação sobre o programa nuclear. O Irã acusou os americanos de cumplicidade.
A Agência Internacional de Energia Atômica convocou sessão de emergência para esta segunda, em Viena, após os ataques israelenses às instalações nucleares de Natanz e Fordow. O Irã tenta emplacar uma moção de condenação contra Israel, com apoio da Rússia, China e Venezuela.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou a Netanyahu que “a diplomacia deve prevalecer”, mas reforçou que “Israel tem o direito de se defender” e que “o Irã é fonte de instabilidade regional”.
A China pediu que ambos os países tomem “medidas imediatas para conter a escalada”. Pequim se ofereceu para intermediar uma solução diplomática.
Longas filas de carros foram registradas em postos de gasolina de Teerã. Moradores tentam deixar a capital iraniana após os bombardeios.
Com o avanço da guerra, os preços do petróleo voltaram a subir. O Brent aumentou mais de US$ 2 na Ásia, ultrapassando US$ 76 o barril. O petróleo dos EUA chegou a US$ 75. O mercado teme impacto no fornecimento global.
