Petrobras estima prejuízo de R$ 6,2 bi; TCU calcula R$ 29 bi desde 2002
As multas e devoluções de bens firmados em acordos de colaboração premiada da Lava Jato já chegaram a R$ 3,9 bilhões, segundo painel divulgado nesta terça-feira (23) pelo STF. Desse valor, R$ 2,9 bilhões já foram recuperados aos cofres públicos e destinados a 59 entidades públicas e organizações.
O levantamento mostra que 172 colaboradores firmaram acordos, dos quais 152 se comprometeram a pagar multas ou devolver valores ilícitos. Os processos ligados à Lava Jato estão sob relatoria do ministro Edson Fachin, que assumirá a presidência do Supremo na próxima semana.
Fachin herdou os casos em fevereiro de 2017, por sorteio, após a morte do ministro Teori Zavascki, relator original da operação, em um acidente aéreo no Rio de Janeiro. Também estão no painel as colaborações homologadas pela ministra Cármen Lúcia, que presidia a Corte naquele período de transição.
A Lava Jato, iniciada em 2014 pelo Ministério Público Federal no Paraná, é considerada a maior investigação de corrupção do país. Ao longo de 79 fases, foram cumpridos mais de 1.000 mandados de busca, prisão e condução coercitiva, revelando um esquema bilionário de desvio de recursos na Petrobras e em outras estatais.
Segundo a própria Petrobras, os prejuízos com o esquema foram de R$ 6,2 bilhões. Já o TCU (Tribunal de Contas da União) calculou perdas de R$ 29 bilhões desde 2002. O nome da operação surgiu porque parte do dinheiro desviado era movimentada em um posto de combustíveis e lava a jato em Brasília.
