Líder do PSD teme retaliações dos EUA após prisão domiciliar de Bolsonaro
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, criticou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por defender as tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Em entrevista ao Canal Livre, da Band, exibida na noite de domingo (10), Kassab disse que a posição de Eduardo sobre as tarifas é “totalmente inadequada”.
“Acho que o grande erro do Eduardo Bolsonaro tem sido se colocar em solidariedade ao tarifaço. Isso para um brasileiro e para um deputado federal é totalmente inadequado”, afirmou Kassab.
Kassab também falou sobre o uso da Lei Magnitsky para tentar pressionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ex-presidente. Para o líder do PSD, a lei é “uma arma muito poderosa que não foi feita para isso”.
O dirigente citou ameaças da embaixada americana ao ministro Moraes e seus aliados, referindo-se a uma publicação do subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, Darren Beattie, que afirmou estar “monitorando a situação de perto” e alertou para quem “apoiar ou facilitar” as ações do magistrado.
“O principal assistente do secretário de Estado americano fez chegar, através da embaixada americana, um comunicado com ameaças grandes e graves. Eu tenho receio e acho que todo brasileiro deveria ter porque foi feita uma ameaça”, disse Kassab.
O presidente do PSD também comentou sobre a tornozeleira eletrônica no ex-presidente e sua prisão domiciliar, reconhecendo que podem existir justificativas técnicas para as medidas, mas alertou que o momento político não é adequado para essas ações.
Ainda na entrevista, Kassab condenou a ocupação da mesa da Câmara feita por deputados da oposição na última semana.
“A ocupação da mesa de uma maneira inadequada não contribui em nada para melhorar a péssima imagem do nosso Legislativo. Isso está criando um afastamento da sociedade da política, que é muito ruim”, finalizou.
