TRF-3 converte prisão de cinco investigados da Coffee Break em medidas cautelares
A Justiça Federal determinou hoje (11) a soltura das cinco pessoas presas na Operação Coffee Break, que apura um esquema de corrupção envolvendo verbas da Educação em municípios do interior de São Paulo. As prisões foram convertidas em medidas cautelares pela 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).
O grupo investigado tinha vínculos com Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula, e com Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva.
O habeas corpus foi apresentado pelo vice-prefeito de Hortolândia, Cafú César, e acabou estendido ao empresário André Mariano — apontado como líder da organização —, ao ex-secretário de Educação de Hortolândia, Fernando Gomes de Moraes, além de Abdalla Ahmad Fares e Eduardo Maculan. Todos estavam na penitenciária de Guarulhos.
Segundo a Polícia Federal, a organização vendia livros e kits robóticos superfaturados para redes municipais. Em um dos contratos, a empresa pagou 35 vezes o valor de aquisição da mercadoria antes de revender aos municípios. A companhia de Mariano teria faturado R$ 111 milhões apenas com contratos de material escolar para quatro prefeituras.
Na sexta-feira (6), o Ministério Público Federal denunciou nove investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
