Senador solicita apuração de possível favorecimento à Life Tecnologia pelo MEC
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu nesta terça-feira (18/11) que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue a possível atuação de Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula (PT), em tratativas que teriam beneficiado a empresa Life Tecnologia Educacional Ltda em contratos envolvendo o Ministério da Educação (MEC).
O pedido menciona um encontro dela com o ministro da Pasta, Camilo Santana, em 12 de julho de 2024, reunião que não aparece na agenda oficial da pasta.
No documento encaminhado ao TCU, Flávio solicita a instauração de auditoria para analisar contratos da Life Tecnologia Educacional com prefeituras e órgãos da administração pública federal, além de possíveis repasses de verbas federais.
O senador afirma que a atuação da ex-nora de Lula teria ocorrido de forma “informal” e com “acesso privilegiado” ao ministério, o que, na visão dele, justificaria uma análise mais aprofundada sobre a legalidade das tratativas.
A representação cita ainda informações da Junta Comercial de São Paulo indicando que o capital social da Life teria passado de R$ 300 mil para R$ 20 milhões em 2022, chegando a R$ 34 milhões no ano seguinte.
O documento menciona também outros investigados, entre eles Kalil Bittar, apontado como figura-chave na empresa e que está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência.
Kalil é irmão do empresário Fernando Bittar, coproprietário do sítio de Atibaia, e já foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho de Lula, na Gamecorp.
Outro ponto destacado pelo senador é um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontou uma distorção de R$ 2,7 bilhões nas contas do MEC em 2023.
Além da auditoria, o senador pede que o TCU:
- analise a conduta de agentes públicos e terceiros envolvidos em eventuais liberações de recursos;
- suspenda provisoriamente novos repasses à empresa até a conclusão da auditoria;
- solicite ao MEC, à Casa Civil, ao Gabinete de Segurança Institucional e à Secretaria-Geral da Presidência registros de acesso e justificativas para reuniões oficiais ou extraoficiais relacionadas ao caso.
Além disso, solicita que, caso sejam encontradas irregularidades, o TCU encaminhe os resultados ao Ministério Público junto ao tribunal e à Controladoria-Geral da União para eventual responsabilização administrativa, civil ou penal.
