O ALive desta terça-feira (21) recebeu de forma remota o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Durante o programa, ele afirmou que, em sua visão, o principal problema da direita nas eleições de 2022 não envolvia técnicas ou argumentos para contestar as ilegalidades no andamento do pleito, mas sim “a quem recorrer”.
“Se o Bolsonaro preventivamente tivesse falado qualquer coisa com relação às urnas, o que o TSE ia fazer? Ia ignorar, ia dizer que estava tudo certo e ia tocar para a frente uma eleição. E aí eu pergunto, e se o Bolsonaro chegasse e falasse que a eleição daquele jeito não era eleição? O que iria acontecer?”, indagou.
“Então é muito complicado, porque a esquerda fez um bom trabalho de décadas se infiltrando nos mais diversos meios”, criticou Eduardo, ao comentar a influência da esquerda no Judiciário brasileiro.
Na avaliação do ex-deputado, esse processo de infiltração da esquerda nos Poderes ocorre há décadas. “Dos anos 60 e 70 em diante primeiro dominando as universidades saíram dali juízes, pessoas que foram para a imprensa, para o sindicato, para a política, para os mais diversos locais da sociedade e por último eles colocaram a cereja do bolo só em 2002 com a eleição do Lula para presidente”.
Ele disse também que a direita brasileira acabou elegendo um “presidente conservador”: “Sem ter nenhuma universidade conservadora, naquele momento nenhuma imprensa, nem partido político”. “Até hoje a gente está aí nessa questão de um partido verdadeiramente de direita”, destacou.
Ao comentar a decisão de Daniel Ortega de acabar com as eleições na Nicarágua, o ex-deputado afirmou que a medida não o surpreendeu diante do que o autocrata já vinha fazendo no país. Ele também relembrou que, em 2022, a direita foi impedida, inclusive ele, de associar Lula ao líder nicaraguense.
“Eu e o Flávio Bolsonaro fomos obrigados a deletar posts que vinculavam Daniel Ortega ao Lula, isso daí é pra quê? É pra basicamente impedir que fosse feita oposição na eleição de 2022”, criticou. “E aí a pergunta que eu deixo no ar é o seguinte: Uma eleição onde você não pode fazer oposição ao Lula ou oposição a qualquer candidato que seja pode se chamar isso de uma democracia?”
“Uma eleição que se utilizam máquinas obscuras incapazes de se fazer uma auditoria por definição, isso é uma democracia? Enfim, são as perguntas que eu deixo no ar”, completou.
