Justiça manda retirar post que ligava Flávio ao Caso Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Justiça manda retirar post que ligava Flávio ao Caso Master

Vara Cível do DF determina exclusão de publicação que citava falso mandado de prisão contra o senador

Justiça do DF determina remoção de postagem que associava falsamente Flávio Bolsonaro ao Caso Master e citava mandado de prisão inexistente

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Justiça do Distrito Federal determinou a remoção de uma publicação que associava falsamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao chamado Caso Master.

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A decisão foi proferida pela 16ª Vara Cível de Brasília contra Vinicius Moura Silva, responsável pela postagem que afirmava que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria expedido à Polícia Federal um mandado de prisão contra o parlamentar.

Além da informação sobre o suposto mandado, a publicação atribuía ao senador participação em esquema de lavagem de dinheiro e em “rachadinha” para viabilizar desvios relacionados ao Banco Master.

O autor também sugeria a existência de um esquema bilionário por meio de fintech ligada à Igreja Lagoinha, sem comprovação nas investigações.

Segundo a decisão, assinada pelo juiz Cleber de Andrade Pinto, o responsável pela postagem tem 48 horas para remover o conteúdo, sob pena de multa diária.

O magistrado determinou ainda que o Facebook suspenda o link da publicação, bem como comentários e compartilhamentos vinculados ao conteúdo.

“Em análise preliminar dos documentos acostados à inicial, constata-se a divulgação de notícias desprovidas de qualquer lastro fático ou probatório. Há uma nítida tentativa do requerido de associar a pessoa do autor a fatos que se encontram sob investigação em outras esferas, alguns, inclusive, acobertados por sigilo, criando uma amálgama de acusações desconexas”, registra a decisão.

O juiz afirma que a postagem também atinge outras figuras públicas, entre elas o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e aponta a “nítida intenção” de “disseminação de conteúdo difamatório”.

“Ademais, denota-se que a publicação acaba por atingir, de forma oblíqua, outras figuras públicas, a exemplo do deputado Nikolas Ferreira. Tal circunstância evidencia que o propósito da postagem não é o exercício legítimo da crítica ou do jornalismo investigativo, mas sim a nítida intenção de obtenção de ganhos de natureza política por meio da disseminação de conteúdo difamatório”, escreveu.

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